<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681</id><updated>2012-02-16T19:46:56.924-08:00</updated><category term='sacanagem'/><category term='pombos'/><category term='longe'/><category term='facas'/><category term='reticências'/><category term='história'/><category term='sangue'/><title type='text'>Rascunhos</title><subtitle type='html'>Fragmentos sem pretensão alguma.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>42</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-5971349224276493978</id><published>2009-06-23T16:45:00.000-07:00</published><updated>2009-06-24T07:14:30.685-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='pombos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sacanagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='história'/><title type='text'>Síntese para a compreensão histórica dos pombos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Hoje, ao sair de casa, arrumado com uma camisa branca e calça jeans devidamente escolhidas, o acaso me fez vítima, e fui alvo de um pombo oportunista que me alvejou certeiramente com suas fezes. Certamente, quase todo individuo residente nas grandes áreas urbanas do Brasil já foi alvo das fezes de algum pombo.  Não obstante, podemos restringir um campo de possibilidades sobre esse acontecimento, e refleti-lo para além da mera constatação do acaso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Este fato, ou risco cotidiano para as populações das médias e grandes cidades do país, nos fornece uma plêiade de questões históricas interessantes. O &lt;em&gt;Columba livia domestica&lt;/em&gt;, nome científico dessa ave parasita, é de origem européia, e a data de sua introdução do Brasil varia entre o século XVI e o século XIX, tempo no qual a columbofilia (criação e treinamento de pombos-correio) tornou-se moda. Afinal, quem nunca viu em filmes ou estórias de temáticas medievais uma cena ou episódio onde alguém em perigo ou numa situação emergencial amarrava um papel com uma mensagem a perna de um pombo e ele chegava ao seu destino, salvando o sujeito na maioria das vezes?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; Desde  a Idade Média até a Revolução Francesa, a criação e utilização de pombos-correio, o &lt;em&gt;droit de colombier&lt;/em&gt;, era privilégio do clero e da nobreza.  Não obstante o desenvolvimento dos meios de comunicação, a utilização de pombos-correio foi corrente até meados do século XX, principalmente durante as duas Guerras Mundiais (Em 1948, o governo português concedeu o Estatuto de Utilidade Pública ao pombo correio e a Suíça só desmobilizou seu serviço de pombos correio na década de 1990). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com o desenvolvimento das cidades e progressiva degradação do meio ambiente, os principais predadores dos pombos, os gaviões, foram desaparecendo, possibilitando o aumento desmedido de suas populações. Aliado a esse aspecto, podemos alentar para a dieta simples e flexível desses animais, que abrange de grãos e sementes a restos de alimentos, pães e lixo. Levando em consideração o aumento da produção de lixo, fruto do aumento das populações e do desperdício causado pelo modo de vida da sociedade capitalista, encontramos um dos principais fatores explicativos para o crescimento imenso da população do &lt;em&gt;Columbia livia domestica&lt;/em&gt; durante o século XIX na Europa e no decorrer do século XX no Brasil. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Last but not least&lt;/em&gt;,  outro aspecto também deve ser considerado: a alimentação voluntária dos pombos pelo ser humano, principalmente por idosos. Com o desenvolvimento dos conhecimentos médicos e a melhoria das condições sanitárias, a expectativa de vida das populações cresceu, e com maior intensidade nas cidades. Concomitantemente, as lutas sociais conquistaram para a classe trabalhadora o direito a aposentadoria e ao usufruto ocioso da velhice.  Logo, com a falta de opções culturais da população idosa, o costume de alimentar pombos  difundiu-se , e a praça pública passou a ser o lugar preferido de tal prática. Tal característica também tem sua explicação histórica.  Durante os séculos XIX e XX, ocorreram mudanças das dinâmicas sociais e do papel simbólico dos espaços urbanos. De abrigo do poder administrativo e político, a praça passou gradualmente a ser também um lugar de lazer (e também projetadas para esse fim). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, há quase dois séculos, os pombos foram se incorporando como parte de nosso cotidiano, adquirindo  diversas significações no imaginário social. Primeiramente, como símbolo da paz. Este significado tem origem bíblica, estando presente no capítulo 8º do Genesis, no episódio de Noé, como elo entre Deus e os homens. Com significado similar, representando a união entre todos os povos do mundo, a pomba branca está presente no símbolo das Nações Unidas desde 1999. Assim, em qualquer cerimônia que busca representar a paz e a harmonia, uma ou mais pombas brancas são lançadas aos céus, liberando mais espécimes dessa ave nos céus urbanos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outro mito, com forte presença no imaginário popular, refere-se à conotação positiva relacionada ao fato corriqueiro alentado no inicio do texto. Sua interpretação, cujo significado afirma a sorte no devir do alvo do ânus da ave, tem suas raízes vinculadas ao caráter supersticioso das culturas influenciadas pelas religiões pagãs. Se o catolicismo brasileiro sempre manteve interações culturais com os ritos indígenas e africanos, a Igreja Católica européia nunca conseguiu derrotar definitivamente a heresia proveniente das populações pagãs que ocupavam o Ocidente antes, durante e depois da expansão do Cristianismo. A interpretação do vôo dos pássaros, prática mágica dos adivinhos da Roma Antiga, ainda era presente nos séculos XVI e XVII. Nesse período, outra prática costumeira fazia das vísceras e fezes das aves materiais de adivinhação dos hereges. Destarte, as aves sempre fizeram parte dos mitos pagãos, e estes perduraram, sobre a forma de superstição, sendo ressignificado em contextos históricos distintos, até os dias atuais. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o pombo pode até constituir-se numa ave parasita, ser um rato com asas, transmitir uma série de doenças e sujar a roupa de transeuntes nos piores momentos possíveis. Porém, sua existência deve ser compreendida historicamente, como um animal que sempre esteve presente nos espaços sociais do homem, que o dotou de funções sociais, o inseriu em suas mitologias e produziu representações sobre a sua imagem no decorrer da História. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcelo Lyra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-5971349224276493978?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/5971349224276493978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=5971349224276493978' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5971349224276493978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5971349224276493978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2009/06/sintese-para-compreensao-historica-dos.html' title='Síntese para a compreensão histórica dos pombos'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-7598572478606045298</id><published>2009-05-07T14:25:00.000-07:00</published><updated>2009-05-07T14:28:14.638-07:00</updated><title type='text'>Como o mar</title><content type='html'>Como se fosse o mar&lt;br /&gt;às vezes penso na vida&lt;br /&gt;e tentando um sentido&lt;br /&gt;acabo numa epopéia sem fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se fosse trágico&lt;br /&gt;As velas caídas em mortalha&lt;br /&gt;Nessa alma perecida em corpo&lt;br /&gt;(A nau desaparecida)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem rumo vou&lt;br /&gt;Sem saber onde estou&lt;br /&gt;Sem porquês de me achar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-7598572478606045298?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/7598572478606045298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=7598572478606045298' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/7598572478606045298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/7598572478606045298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2009/05/como-o-mar.html' title='Como o mar'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-1790466140240310281</id><published>2009-05-06T05:14:00.000-07:00</published><updated>2009-05-06T05:15:52.495-07:00</updated><title type='text'>A Crença no Método</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todo conhecimento produzido pelo homem funda-se numa crença. Sua legitimidade só existe a partir do momento em que a comunidade em que o enunciado está inserido reconhece sua relevância na compreensão ao qual ele se propõe.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-1790466140240310281?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/1790466140240310281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=1790466140240310281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/1790466140240310281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/1790466140240310281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2009/05/crenca-no-metodo.html' title='A Crença no Método'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-849892409699404114</id><published>2009-03-15T19:49:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T19:52:50.014-07:00</updated><title type='text'>O ópio do povo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Excelente trabalho de campo antropológico frequentar uma "pelada" semanal no Rio de Janeiro. Nada contra o caráter lúdico dos jogos, o fato daquele momento ser esperado pelos estimados assalariados para espantar os seus fantasmas e encontrar algo pelo que esperar nessa vida repetitiva. Talvez exatamente por isso o futebolzinho de sábado devesse ser um momento   de alegria e de gozação. Mas o que acontece é exatamente o contrário. Para alguns, , acaba se tornando mais uma repetição do selvagem mundo que vemos todos os dias em nosso trabalho, um ambiente de competição, onde se que ser melhor do que o outro custe o que custar, e se denigre o semelhante para se mostrar mais capaz. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, o que se vê são frustrados, que na busca de afirmação tratam um momento de descontração como coisa mais séria do mundo, somente para mostrar que ali, dentre o séquito masculino, sua crista é maior, e no futebol, a expressão máxima do que seria "a criatividade do homem brasileiro", ele é o melhor, o bem-sucedido, o ego a ser inflado. E isso não se afirma pelo talento(posto que se houvesse estariam em algum clube vivendo disso).Se humilha, chama-se o companheiro de burro, impoe-se o macho no movimento que ofende o corpo alheio. Tudo para na segunda-feira ser vítima mais uma vez da humilhação do capital, das responsabilidade da família, da irracionalidade de nossa sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Talvez o futebol seja realmente o ópio do povo brasileiro, dentre tantos outros entorpecentes disponíveis. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-849892409699404114?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/849892409699404114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=849892409699404114' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/849892409699404114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/849892409699404114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2009/03/o-opio-do-povo.html' title='O ópio do povo'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-5027337427662991905</id><published>2008-12-15T09:39:00.001-08:00</published><updated>2008-12-15T09:41:14.636-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sangue'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='longe'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='facas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='reticências'/><title type='text'>Diálogo descontextualizado</title><content type='html'>-Você poderia achar que eu sou um psicopata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Eu não pensei nisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Mas poderia. Existe um precedente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-É verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-5027337427662991905?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/5027337427662991905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=5027337427662991905' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5027337427662991905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5027337427662991905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/12/dilogo-descontextualizado.html' title='Diálogo descontextualizado'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-8253632586535511555</id><published>2008-12-13T12:31:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T12:38:57.475-08:00</updated><title type='text'>Coragem</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Não sei bem o jeito como as coisas funcionam, mas elas funcionam. Não há caminho de volta, e arrependimento é uma palavra que não vale muito. O que sei é que temos que fazer o que tem que ser feito. Depois, podemos chorar , arrancar os cabelos, ficar desesperados. Tudo vale, menos a anestesia da inércia, o alívio parasita do comodismo. Pois o ¨não fazer¨ é exatamente isso, um parasita que destrói a nossa vontade de viver.  O pior arrependimento é o de não se viver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aos que dizem que a paciência é a senhora das virtudes, complemento: somente aos que tem coragem de viver. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Onde há desejo, há uma vontade a espera de ser encontrada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-8253632586535511555?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/8253632586535511555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=8253632586535511555' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/8253632586535511555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/8253632586535511555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/12/coragem.html' title='Coragem'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-7131590224560569429</id><published>2008-12-07T08:20:00.000-08:00</published><updated>2008-12-07T09:11:13.050-08:00</updated><title type='text'>Até hoje</title><content type='html'>&lt;span style="color:#000000;"&gt;Lembro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu primeiro gozo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;tua boca a provar o gosto &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;do meu desejo pelo seu corpo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Aspirando suspiros &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Devorando gemidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;O relevo suave dos seus pêlos&lt;br /&gt;acariciando o meu rosto &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Na trilha de beijos pelo seu corpo&lt;br /&gt;Onde deixei meu desejo&lt;br /&gt;E gozei de arrepios.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-7131590224560569429?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/7131590224560569429/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=7131590224560569429' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/7131590224560569429'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/7131590224560569429'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/12/d-es-e-jo.html' title='Até hoje'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-4768126341571179618</id><published>2008-11-29T10:00:00.000-08:00</published><updated>2008-11-30T16:45:18.478-08:00</updated><title type='text'>Foto</title><content type='html'>A janela aberta entrega que era noite. Sobre uma cadeira, um menino de olhos de doido, bochechas de veludo e cabelo sarará, mantido em pé pelas mãos da mãe preta, que brincava de marionete. Do lado, uma menina - mais pra garota do que pra menina - que tinha as pernas bem grandes e já sabia sentar. Com os cabelos sobre a testa e um sorriso tímido, chamava-se Nina, e hoje tem nome adulto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em frente, uma mesa de flores azuis, com um prato e meio e uma faca. O bolo, preto de chocolate, enfeitado com bonecos de pele azul e caras fofinhas. Nesse dia Papai Noel apareceu, mas todo mundo disse que era disco voador. O Jairzinho não veio. Ele nunca vem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que era a minha festa de um ano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-4768126341571179618?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/4768126341571179618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=4768126341571179618' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/4768126341571179618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/4768126341571179618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/11/foto.html' title='Foto'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-8937668579099364403</id><published>2008-11-15T13:23:00.000-08:00</published><updated>2008-11-15T13:27:30.798-08:00</updated><title type='text'>Ansiedade (II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É como se o tempo estivesse prestes a se esgotar. Porém, os segundos e minutos passam com a velocidade das horas. Eu preciso, necessito. Parece a última oportunidade, o instante final da chance de sentir aquele prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pensamento não consegue desviar-se, fixa-se num ponto e oprime o corpo. A razão cede aos argumentos incontestáveis do desejo. A impossibilidade surge como uma sentença de morte. ¨-Só mais uma, dê a si um último momento de fraqueza. Mais esse, vai... Relaxe, não se puna tanto.¨&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar torna-se rarefeito. Não é possível ficar parado, nem respirar fundo. A tensão penetra nos músculos, injeta adrenalina nas veias. O coração acelera quando tento resistir. É necessário consumir. Inquieto, procuro algo para pegar, suportar o peso. Os sentidos, com fome, agem como um verme parasita que absorve qualquer forma de reflexão. A coordenação motora submete-se às ordens dessa vontade incontrolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agarro os cabelos com força, fecho os olhos, tento negar. Não há alternativa. Fato consumado vorazmente, o alívio.. Imerso na culpa, faço um juramento silencioso, de que resistirei, de que acharei uma cura para essa doença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Momento de Lucidez: Por quê não, sentir plenamente a frustração, a ansiedade? Não buscar curá-las, como uma doença, mas tentar compreender os seus efeitos, vivenciando-os plenamente?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-8937668579099364403?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/8937668579099364403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=8937668579099364403' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/8937668579099364403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/8937668579099364403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/11/ansiedade-ii.html' title='Ansiedade (II)'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-6034382589243360962</id><published>2008-11-08T11:17:00.000-08:00</published><updated>2008-11-08T11:23:00.223-08:00</updated><title type='text'>Fragmentos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;As pessoas precisam deixar de ser (ou de tentar ser) tolerantes. A tolerância é um sentimento, ou uma prática, que aparenta uma coerção à convivência. O ideal seria as pessoas exercitarem mais a compreensão, pois este é o meio mais construtivo de se tecer relações humanas, visto que, no esforço de compreender-se o outro, nós mesmos ficamos mais compreensíveis.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Naquela rua imunda, que mais parecia a ante-sala do inferno, os seres mais bizarros já vistos jogavam-se uns contra os outros. Tudo o que fazia sentido deixava de ter, nada explicava o poder daquele som dilacerante sobre aquelas almas também sem sentido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;A partir daquele momento, toda a razão a que dava valor abandonei no vômito forçado de vinho. Se a liberdade existe, creio que o que vivi naquela noite é, foi e será (mas do futuro quem sabe...) o mais próximo que chegarei dela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;Uma pessoa que não sabe o que quer da vida, nem do que esperar dela. Sem identidade e sem lugar no mundo. Talvez seja o medo e a limitação que esse lugar daria, talvez o medo da responsabilidade com esse lugar. ¨De antemão, lhe digo: - serei irresponsável.¨ Existem certas coisas que não precisam ser explicadas, e sim vividas. A razão tem seus limites e sua alteridade. Nenhuma razão é igual. A minha, a sua, a dessa pessoa de quem se fala, anônima para o mundo, mas que em sua existência, é o centro de todo o resto. O olhar que percebe, a perspectiva de onde se interpreta. Um amálgama de experiências que cala fundo nessa pessoa que cada um acha que conhece um pouco, mas que nninguém quer perder o tempo em compreender. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#993399;"&gt;E nesse fluxo de palavras, encontra-se um certo alguém, que aqui não se encerra, mas que no momento, é o máximo possível de se dizer. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Não sei o que esperar da vida. Também acho cansativo viver. Mas de que vale reclamar, se ninguém ouve. E de que vale desistir, se vão continuar não me ouvindo. Persistir, ir levando do jeito que dá, é a única saída, torcendo para as coisas um dia adquirirem sentido. Tentar encontrar outras pessoas, daquelas que acham que vale a pena ouvir, que gostam de compreender o que se passa com o próximo. É o que desejo, mas não me vejo como uma pessoa assim. Talvez esteja mau cercado de amigos, talvez seja exigente demais....Sinceramente, não sei. Procuro a versão mais adequada de acordo com o momento, mesmo sabendo que o seguinte não será o mesmo. Não. Não faço isso conscientemente. Tenho consciência de que faço, mas é institivo, instantâneo, incontrolável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#009900;"&gt;Por isso às vezes, por alguns momentos, desejo a morte. Mas sempre passa, quando, mesmo que por um breve instante, um carinho, um pouco de atenção, uma cena de amor, ou um sorriso fugaz me faz reconhecer que viver não deve ser tão ruim. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-6034382589243360962?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/6034382589243360962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=6034382589243360962' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/6034382589243360962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/6034382589243360962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/11/fragmentos.html' title='Fragmentos'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-8726136708041576533</id><published>2008-06-29T07:28:00.000-07:00</published><updated>2008-06-29T17:17:44.493-07:00</updated><title type='text'>Sobre o ato de minha escrita</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Escrever é um verbo, que em si pressupõe uma ação. Nem toda a ação é efetuada com uma intenção, podemos pensar numa situação, como escorregar e se esborrachar no chão. Destas, excluí-se qualquer aspecto activo. Não podemos pensar o ato de escrever como uma ação passiva. Todo ato de escrita tem intenção, exatamente porque a palavra, enquanto expressão de um pensamento, só é passível de se constituir num ato de comunicação a partir de sua articulação com outros símbolos e que seja reconhecido por outros que detêm o conhecimento deste sistema simbólico. A ação da escrita, então, concebido como criação original, e a articulação de símbolos, tem como pressuposto a existência de um receptor desse ato. A ação de escrever é um meio de comunicação em si, mesmo que essa ação não tenha um destinatário específico. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Este blog é exatamente isso. A escrita utilizada como uma necessidade de expor pensamentos, mas sem funcionalidade ou caráter específicos. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O texto desse autor não tem identidade, dada a sua confusão entre múltiplas possibilidades que o mundo lhe dispõe e a sua dificuldade em escolher uma para se aprofundar, e talvez por isso, lhe falte utilidade reflexiva. Este blog nada mais é do que uma necessidade por si só, de existir algo que dê alguma concretude ao seu autor , principalmente em sua relação com o mundo. Destarte, podemos dizer, ou melhor, posso dizer, visto que esse autor de quem falo é o mesmo que está escrevendo (parando por aqui com essa esquizofrenia), não passa de uma tentativa desesperada de construir essa identidade, de intelectual, de escritor, de historiador, de crítico, mas que se frustra no próprio descrédito em que me assumo em relação ao meu texto e as minhas postagens. Paro por aqui, pois estou cansado. Talvez um dia volte a pensar sobre isso. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Beijos ...............................&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-8726136708041576533?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/8726136708041576533/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=8726136708041576533' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/8726136708041576533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/8726136708041576533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/06/escrever-um-verbo-que-pressupe-uma-ao.html' title='Sobre o ato de minha escrita'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-4827566816618580442</id><published>2008-06-21T16:32:00.000-07:00</published><updated>2008-06-21T18:33:36.058-07:00</updated><title type='text'>A VOLTA DE RASPUTIN E DO EXÉRCITO VERMELHO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Aconteceu na Basiléia, Suiça. O dia, 22 de junho de 2008. Um pouco menos de cem anos depois da Revolução, o futebol faz ressurgir, na seleção de uma Rússia não mais imperial, um novo Rasputin, desta vez aliado, e em onze homens de um novo século, faz reencarnar o Exército Vermelho, menos rubro, bem longe do comunismo outrora sonhado, mas com todo o vigor e a energia daqueles soldados. Não mais num campo de batalha, somente um estádio lotado, sem sangue algum derramado, além daquele tirado na leal disputa de jogo. Nesse novo episódio da História, os inimigos  são dezenas de milhares em um imenso batalhão laranja, munidos de cores e gritos de apoio à onze homens que, com uma força impressionante, triunfaram em três batalhas sobrenaturais, parecendo invencíveis. Todavia, sucumbiram, ante as tropas incansáveis comandadas por um general que mudou de lado, Gus Riddink, e Arshavin, o mago da bola. Os holandeses devem estar ainda procurando o coelho (e os jogadores russos). &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-4827566816618580442?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/4827566816618580442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=4827566816618580442' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/4827566816618580442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/4827566816618580442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/06/volta-de-rasputin-e-do-exrcito-vermelho.html' title='A VOLTA DE RASPUTIN E DO EXÉRCITO VERMELHO'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-2567830537286450843</id><published>2008-06-15T06:45:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T06:53:45.430-07:00</updated><title type='text'>O HOMEM E SEUS OBJETOS</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;¨&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Cada objeto, em nós, costuma transformar-se consoante as imagens que evoca e agrupa, por assim dizer, em torno de si. Certamente, de um objeto podemos gostar também em si mesmo, pela diversidade das sensações agradáveis que suscita em nós numa percepção harmoniosa; mas, com bem maior frequência, o prazer que um objeto nos proporciona não se encontra no objeto em si mesmo. A fantasia o embeleza, cingindo-o e quase que iluminando-o de imagens queridas. E, à nossa percepção, ele não mais se apresenta tal como é, mas como que animado pelas imagens que suscitaem nós ou que os nossos hábitos lhe associam. No objeto, em suma, amamos o que nele pomos de nós mesmos, o acordo, a harmonia que estabelecemos entre ele e nós, a alma que ele adquire somente para nós e que é constituída das nossas lembranças.¨ &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;(Pirandello, O Falecido Mattia Pascal. São Paulo, Abril Cultural, 1978. p.128)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-2567830537286450843?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/2567830537286450843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=2567830537286450843' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/2567830537286450843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/2567830537286450843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/06/o-homem-e-seus-objetos.html' title='O HOMEM E SEUS OBJETOS'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-1712698296523518972</id><published>2008-06-13T18:54:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T18:58:34.562-07:00</updated><title type='text'>A AUTO-INVENÇÃO DE UM HOMEM</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;¨Essa corrida fantástica, essa corrida no encalço de uma vida não realmente vivida, mas colhida paulatinamente nos outros e nos vários lugares e adotada e sentida como se fosse minha, proporcionou-me uma alegria estranha e nova, não destituída de certa tristeza, nos primeiros tempos de minha existência errante. Fiz dela uma verdadeira ocupação. Eu vivia não somente no presente, mas, ainda, para o meu passado, isto é, para os anos que Adriano Meis não vivera. Nada ou muito pouco conservei daquilo que, antes, tinha imaginado. Nada se inventa, sem dúvida, que não possua uma raiz qualquer, mais ou menos profunda, na realidade; também as coisas mais estranhas podem ser verdadeiras e, aliás, nenhuma imaginação chega a conceber certas loucuras, certas aventuras inverossímeis, que se desencadeiam e rebentam desde o seio tumultuoso da vida; ainda assim, como e quanto a realidade viva e palpitante se revela diferente das invenções que dela podemos tirar! De quantas coisas substanciais, extremamente miúdas, inimagináveis, necessitam nossas invenções, para voltarem a ser aquela mesma realidade de onde foram tiradas, de quantos fios tornem a prendê-las na complicadíssima urdidura da vida, fios que nós mesmos cortamos para fazer com que elas se tornassem coisa independente!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ora, o que era eu, senão um homem inventado? Uma invenção ambulante, que queria e, de resto, devia forçosamente viver para si, embora mergulhada na realidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assistindo à vida dos outros e observando-a minuciosamente,via-lhe os infinitos liames e, ao mesmo tempo, via os meus muitos fios partidos. Podia eu, agora, atar de novo esses fios à realidade? Sabe-se lá para onde me arrastariam; talvez se tornassem logo rédeas de cavalos com o freio nos dentes que levariam para o precipício a pobre biga da minha necessária invenção. Não. Eu devia atar de novo esses fios somente à fantasia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E seguia, nas ruas e nos jardins, os garotos de cinco a dez anos, estudando seus movimentos, seus jogos, e recolhendo suas expressões, para compor aos poucos, com tudo isso, a infância de Adriano Meis. Consegui-o tão bem, que ela, por fim, tomou, na minha mente, consistência quase real.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não quis imaginar, para mim, uma nova mãe. Teria a impressão de profanar a memória, viva e dolorosa, de minha mãe verdadeira. Mas um avô, sim, o avô da minha fantasia inicial, esse eu quis criar. ¨&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(Pirandello. O Falecido Mattia Pascal. São Paulo, Abril Cultural, 1978. p.119-120)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-1712698296523518972?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/1712698296523518972/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=1712698296523518972' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/1712698296523518972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/1712698296523518972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/06/auto-inveno-de-um-homem.html' title='A AUTO-INVENÇÃO DE UM HOMEM'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-12638662036248690</id><published>2008-06-07T05:27:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T14:26:26.689-07:00</updated><title type='text'>Guernica em 3D</title><content type='html'>Qualquer palavra a mais pode estragar. É só assistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lena-gieseke.com/guernica/movie.html"&gt;http://www.lena-gieseke.com/guernica/movie.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A 3D Exploration of Picasso's Guernica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;The idea of creating a 3D version of an influential artwork came out of doing jigsaw puzzles of famous paintings. When you assemble a jigsaw, you study a painting in great detail and you become aware of the very lines, shapes and colors that the painting is composed of and how these elements merge to create a unified expression. Through the puzzle, you explore the artwork, examining details your eye might not have caught otherwise. Your experience of the painting is intense, aroused by the action of puzzling, but expanded and strengthened by your own fantasy.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;This 3D rendering of Picasso's Guernica offers a similar experience. The actual spatial immersion into a painting is a powerful way to prompt contemplation of its many facets. My project is not only a creative piece of work on its own; it stands in a larger context. It provides the unusual opportunity to view the painting from a unique perspective, revealing aspects that would normally stay hidden from the casual viewer. When we discern the original painting in this three-dimensional reproduction, we recognize which features most significantly constitute the painting. Consequently this three-dimensional exploration of Picasso's Guernica is an innovative technique for comprehending and appreciating the original masterpiece. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;My primary intention for the project was to create a provoking and deep contemplation of Pablo Picasso’s Guernica. Is my model a true reconstruction of the Picasso’s painting, or is it merely a rough re-visualization? Is it still Picasso’s art or has it, through my addition of third dimension, become something completely different? It is not my place to answer those questions nor to determine the relationship between my three-dimensional reproduction and the original painting. Perhaps this is a question best left in the hands of critics. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lena-gieseke.com/guernica/about.html"&gt;http://www.lena-gieseke.com/guernica/about.html&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-12638662036248690?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/12638662036248690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=12638662036248690' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/12638662036248690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/12638662036248690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/06/guernica-em-3d.html' title='Guernica em 3D'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-4117903692908640689</id><published>2008-05-31T05:23:00.000-07:00</published><updated>2008-05-31T05:33:02.557-07:00</updated><title type='text'>Alimento para o espírito</title><content type='html'>&lt;strong&gt;¨nutro-me do alimento que é verdadeiramente o meu e para o qual nasci. E durante quatro longas horas, não sinto mais o tédio, esqueço minha miséria, já não temo a pobreza nem me deixo intimidar pela morte.¨ &lt;/strong&gt;(Nicolau Maquiavel, durante sua longa estadia em San Casciano, afastado da atividade política pelo fim do período republicano em Florença, dedicando-se assim ao ostracismo reflexivo, relendo Dante, Políbio e Petrarca e  escrevendo  as obras que guardaram o seu nome no panteão dos grandes pensadores da História de nossa Civilização.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Indicação de livro: &lt;strong&gt;Mello, Evaldo Cabral de., Um imenso Portugal - história e historiografia. São Paulo, Ed. 34, 2002.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-4117903692908640689?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/4117903692908640689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=4117903692908640689' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/4117903692908640689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/4117903692908640689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/05/alimento-para-o-esprito.html' title='Alimento para o espírito'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-284155416005711501</id><published>2008-05-24T14:17:00.000-07:00</published><updated>2008-05-24T14:24:48.382-07:00</updated><title type='text'>E quem se importa com a crítica.....</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Imagino, para um diretor de cinema que tem por objetivo adaptar uma obra literária , qual seria o maior reconhecimento. Vejam o vídeo abaixo. Creio que seja esse.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://br.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY"&gt;http://br.youtube.com/watch?v=Y1hzDzAvJOY&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-284155416005711501?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/284155416005711501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=284155416005711501' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/284155416005711501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/284155416005711501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/05/e-quem-se-importa-com-crtica.html' title='E quem se importa com a crítica.....'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-7593547336477868792</id><published>2008-05-15T19:25:00.000-07:00</published><updated>2008-05-15T19:28:25.758-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;¨Em um grão, vêm cem colheitas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;strong&gt;  Em um coração, um mundo inteiro está contido¨&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Geraldine Brooks. Memórias do Livro - Romance sobre o manuscrito de Sarajevo. 2008, Ediouro, p. 289.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-7593547336477868792?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/7593547336477868792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=7593547336477868792' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/7593547336477868792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/7593547336477868792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/05/em-um-gro-vm-cem-colheitas-em-um-corao.html' title=''/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-120272271433821422</id><published>2008-05-05T17:36:00.000-07:00</published><updated>2008-05-05T17:42:25.702-07:00</updated><title type='text'>Poucas palavras</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Penso, logo....&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Não sei o que pensar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Essa existência é muito confusa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Então desisto.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Essas palavras não dizem nada do que sinto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Nem se articulam da forma como penso&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Por isso, (temo) tenho medo, de(por)falar, de (por) escrever&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Até pra chorar me sinto oprimido&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Pois não sei explicar (e teria) os porquês&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Das lágrimas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;(querendo ir para um lugar bem longe, poderia até dizer, sumir!!!!)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-120272271433821422?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/120272271433821422/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=120272271433821422' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/120272271433821422'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/120272271433821422'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/05/poucas-palavras.html' title='Poucas palavras'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-5861181933477153890</id><published>2008-05-04T13:24:00.000-07:00</published><updated>2008-05-04T13:28:14.806-07:00</updated><title type='text'>uma música para refletir o mundo em que (e que) vivemos</title><content type='html'>&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Capitão de Indústria (Paralamas do Sucesso - Cd 9 Luas - 1996)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu às vezes fico a pensar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em outra vida ou lugar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estou cansado demais&lt;br /&gt;Eu não tenho tempo de ter&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O tempo livre de ser&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De nada ter que fazer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É quando eu me encontro perdido&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nas coisas que eu criei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E eu não sei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu não vejo além da fumaça&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O amor e as coisas livres, coloridas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nada poluídas&lt;br /&gt;AhEu acordo prá trabalhar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu durmo prá trabalhar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu corro prá trabalhar&lt;br /&gt;Eu não tenho tempo de ter&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O tempo livre de ser&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De nada ter que fazer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu às vezes fico a pensar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em outra vida ou lugar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estou cansado demais&lt;br /&gt;Eu não tenho tempo de ter&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O tempo livre de ser&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De nada ter que fazer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É quando eu me encontro perdido&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nas coisas que eu criei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E eu não sei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu não vejo além da fumaça&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O amor e as coisas livres, coloridas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nada poluídas&lt;br /&gt;Eu acordo p'rá trabalhar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu durmo p'rá trabalhar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu corro p'rá trabalhar&lt;br /&gt;Eu não tenho tempo de ter&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O tempo livre de ser&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De nada ter que fazer&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu não vejo além da fumaça que&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt; Passa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E polui o ar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu nada sei&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu não vejo além disso tudo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O amor e as coisas livres, coloridas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nada poluídas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O amor e as coisas livres, coloridas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nada poluídas&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-5861181933477153890?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/5861181933477153890/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=5861181933477153890' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5861181933477153890'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5861181933477153890'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/05/uma-msica-para-refletir-o-mundo-em-que.html' title='uma música para refletir o mundo em que (e que) vivemos'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-4677863560117081442</id><published>2008-05-03T11:24:00.000-07:00</published><updated>2008-05-03T11:58:36.887-07:00</updated><title type='text'>Pensamentos de Outono</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J_SIs_GHnLk/SByuFbKBZzI/AAAAAAAAAAo/f_Hk4710AEE/s1600-h/Outono.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5196219478291081010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J_SIs_GHnLk/SByuFbKBZzI/AAAAAAAAAAo/f_Hk4710AEE/s320/Outono.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;O céu está nublado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Um vento frio entra pela janela&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;O quarto está escuro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Não tem mais ninguém aqui dentro&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Só existem pensamentos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre o nada, sobre a solidão&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Sobre como é ruim não ter ninguém nesta cama&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Debaixo deste edredon&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Os olhos doem &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;e a vontade de qualquer coisa inexiste &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;A respiração está pesada&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Não se tem para onde ir&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Amanhã é domingo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Amanhã é dia santo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Mesmo que não importe&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Não haverá nada pra fazer&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Letras e palavras não traduzem sentimentos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Pelo menos é o que penso neste exato momento&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Quero ir para algum lugar&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Descobrir algo novo do mundo, da vida, de mim&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Quero um beijo neste instante&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;E um abraço bem apertado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Alguém que apenas diga&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;¨Eu te amo não importa o que diga ou que faça¨&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Quero saber esta verdade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Haja o que houver&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Saber que viver é bom&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;E ter um pouco de tranquilidade&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Desejo mais leveza&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;ter menos necessidades e importâncias&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Não precisar tanto das pessoas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;strong&gt;Me bastar e ser feliz.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-4677863560117081442?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/4677863560117081442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=4677863560117081442' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/4677863560117081442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/4677863560117081442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/05/palavras-de-outono.html' title='Pensamentos de Outono'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J_SIs_GHnLk/SByuFbKBZzI/AAAAAAAAAAo/f_Hk4710AEE/s72-c/Outono.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-5003858437227962277</id><published>2008-05-02T05:10:00.000-07:00</published><updated>2008-05-02T05:13:39.663-07:00</updated><title type='text'>ANSIEDADE</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;É um novo dia que se apresenta,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Novas horas que, velozes ou lentas, passarão.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Não, elas não podem ser um estorvo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Tentarei, ardentemente, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;não esperar pelo tempo que não chegou,&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;e aproveitar ao máximo &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;este que aí está. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-5003858437227962277?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/5003858437227962277/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=5003858437227962277' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5003858437227962277'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5003858437227962277'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/05/ansiedade.html' title='ANSIEDADE'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-742016143845325579</id><published>2008-05-01T12:10:00.000-07:00</published><updated>2008-05-03T12:03:03.301-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Hoje não sei o que fazer&lt;br /&gt;Nada importa&lt;br /&gt;que bom que existe o amanhã&lt;br /&gt;Talvez arranje algo.....&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-742016143845325579?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/742016143845325579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=742016143845325579' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/742016143845325579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/742016143845325579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/05/hoje-no-sei-o-que-fazer-nada-importa.html' title=''/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-2089164623281709693</id><published>2008-04-21T07:49:00.000-07:00</published><updated>2008-04-21T08:01:43.680-07:00</updated><title type='text'>Para não dizerem que não falei de flores.....</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_J_SIs_GHnLk/SAyqjhLo2FI/AAAAAAAAAAM/pl0QIsABM1c/s1600-h/Lucia+Y+el+Sexo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5191711997630666834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_J_SIs_GHnLk/SAyqjhLo2FI/AAAAAAAAAAM/pl0QIsABM1c/s320/Lucia%2BY%2Bel%2BSexo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Título Original: Lucía y el Sexo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Gênero: Drama&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Tempo de Duração: 128 minutos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Ano de Lançamento (Espanha): 2001&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Direção: Julio Medem&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;Roteiro: Julio Medem&lt;a name="Elenco"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;a name="Sinopse"&gt;Sinopse&lt;/a&gt;: Após o sumiço de seu noivo, o escritor Lorenzo (Tristán Ulloa), a bela e independente Lúcia (Paz Vega) decide ir até uma ilha do Mediterrâneo onde seu namorado nunca a quis levar, apesar de seus insistentes pedidos. Lá ela encontra detalhes sobre antigos relacionamentos dele, como se fossem passagens ocultas de seu passado que o autor, com sua ausência, agora a permitisse ler.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Jorge Luis Borges, Gabriel Garcia Marquez, Pedro Almodovar, Guilhermo del Toro..... o realismo fantástico tem raízes hispânicas, e este filme é mais um grande exemplo. Não sei se são somente as minhas referências, mas enfim...&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Nada mais a comentar, afinal não sou crítico de cinema......&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Bom filme!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-2089164623281709693?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/2089164623281709693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=2089164623281709693' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/2089164623281709693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/2089164623281709693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/04/para-no-dizerem-que-no-falei-de-flores.html' title='Para não dizerem que não falei de flores.....'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_J_SIs_GHnLk/SAyqjhLo2FI/AAAAAAAAAAM/pl0QIsABM1c/s72-c/Lucia%2BY%2Bel%2BSexo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-2830635693032454470</id><published>2008-04-20T04:04:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T04:08:00.233-07:00</updated><title type='text'>Dedicatória</title><content type='html'>&lt;strong&gt;¨Para ser grande: sê inteiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;  Nada teu exagera ou exclui,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;  Sê todo em cada coisa,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;  Põe quanto és no mínimo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;  que fazes.¨&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;                         (&lt;em&gt;Fernando Pessoa&lt;/em&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-2830635693032454470?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/2830635693032454470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=2830635693032454470' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/2830635693032454470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/2830635693032454470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/04/dedicatria.html' title='Dedicatória'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-5128137959555873233</id><published>2008-04-19T15:39:00.000-07:00</published><updated>2008-04-19T15:45:00.238-07:00</updated><title type='text'>There are more things</title><content type='html'>¨&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Para ver uma coisa é preciso compreendê-la. A poltrona pressupõe o corpo humano, suas articulações e partes, as tesouras, o ato de cortar. Que dizer de uma lâmpada ou de um veículo? O selvagem não pode perceber a bíblia do missionário; o passageiro não vê o mesmo cordame que os homens de bordo. Se víssemos realmente o universo, talvez o entendêssemos.¨ &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Jorge Luis Borges., &lt;em&gt;O livro de areia, &lt;/em&gt;Ed. Globo, 1984, p.46.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-5128137959555873233?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/5128137959555873233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=5128137959555873233' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5128137959555873233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5128137959555873233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/04/there-are-more-things.html' title='There are more things'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-865785143685631611</id><published>2008-04-06T11:07:00.000-07:00</published><updated>2008-04-06T11:11:45.750-07:00</updated><title type='text'>Poesia da uma noite</title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;REDENÇÃO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;As luzes estão apagadas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Nada de ti espero, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Além desta ilusão de quando estou no quarto, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;deste abraço das suas pernas,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;do seu corpo entre meus braços&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Tua vida é um mistério, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;que me consome enquanto te consumo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Teu nome não sei, muito menos o que me contastes. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Mas este é o único lugar onde nada pode importar.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Amanhã não te verei,&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Sei que não me ligarás&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Não pedirás a minha atenção, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;muito menos me levará a loucura.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Seguirei nesta segura solidão, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;e você nas incertas companhias, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;até que um dia voltemos a nos encontrar, &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;quando eu bem quiser e precisar. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Lá estará. Em qualquer nome e corpo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;A minha redenção.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-865785143685631611?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/865785143685631611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=865785143685631611' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/865785143685631611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/865785143685631611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/04/poesia-da-uma-noite.html' title='Poesia da uma noite'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-3580215276308769472</id><published>2008-01-13T06:47:00.001-08:00</published><updated>2008-01-13T06:53:08.654-08:00</updated><title type='text'>MORTE E VIDA SEVERINA</title><content type='html'>(A RESPOSTA DE JOSÉ, O MESTRE CARPINA A SEVERINO, O RETIRANTE, APÓS A NOTÍCIA DO NASCIMENTO DE SEU FILHO)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;——  Severino, retirante, &lt;br /&gt;deixe agora que lhe diga: &lt;br /&gt;eu não sei bem a resposta &lt;br /&gt;da pergunta que fazia, &lt;br /&gt;se não vale mais saltar &lt;br /&gt;fora da ponte e da vida &lt;br /&gt;nem conheço essa resposta, &lt;br /&gt;se quer mesmo que lhe diga &lt;br /&gt;é difícil defender, &lt;br /&gt;só com palavras, a vida,&lt;br /&gt;ainda mais quando ela é&lt;br /&gt;esta que vê, severina &lt;br /&gt;mas se responder não pude&lt;br /&gt; à pergunta que fazia, &lt;br /&gt;ela, a vida, a respondeu &lt;br /&gt;com sua presença viva. &lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;E não há melhor resposta &lt;br /&gt;que o espetáculo da vida: &lt;br /&gt;vê-la desfiar seu fio, &lt;br /&gt;que também se chama vida,&lt;br /&gt;ver a fábrica que ela mesma,&lt;br /&gt;teimosamente, se fabrica, &lt;br /&gt;vê-la brotar como há pouco &lt;br /&gt;em nova vida explodida &lt;br /&gt;mesmo quando é assim pequena &lt;br /&gt;a explosão, como a ocorrida &lt;br /&gt;como a de há pouco, franzina &lt;br /&gt;mesmo quando é a explosão &lt;br /&gt;de uma vida severina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-3580215276308769472?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/3580215276308769472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=3580215276308769472' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/3580215276308769472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/3580215276308769472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/01/morte-e-vida-severina_13.html' title='MORTE E VIDA SEVERINA'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-3184857948459439018</id><published>2008-01-12T13:56:00.000-08:00</published><updated>2008-01-12T14:04:26.820-08:00</updated><title type='text'>MORTE E VIDA SEVERINA</title><content type='html'>— Seu José, mestre carpina, &lt;br /&gt;que lhe pergunte permita:&lt;br /&gt; há muito no lamaçal&lt;br /&gt; apodrece a sua vida?&lt;br /&gt;  e a vida que tem vivido&lt;br /&gt; foi sempre comprada à vista?  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Severino, retirante,&lt;br /&gt; sou de Nazaré da Mata,&lt;br /&gt; mas tanto lá como aqui&lt;br /&gt; jamais me fiaram nada:&lt;br /&gt; a vida de cada dia&lt;br /&gt;cada dia hei de comprá-la. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Seu José, mestre carpina, &lt;br /&gt;e que interesse, me diga, &lt;br /&gt;há nessa vida a retalho &lt;br /&gt;que é cada dia adquirida?&lt;br /&gt; espera poder um dia&lt;br /&gt; comprá-la em grandes partidas?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;— Severino, retirante,&lt;br /&gt; não sei bem o que lhe diga:&lt;br /&gt; não é que espere comprar&lt;br /&gt; em grosso tais partidas, &lt;br /&gt;mas o que compro a retalho&lt;br /&gt; é, de qualquer forma, vida.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Seu José, mestre carpina,&lt;br /&gt; que diferença faria&lt;br /&gt; se em vez de continuar&lt;br /&gt; tomasse a melhor saída:&lt;br /&gt; a de saltar, numa noite,&lt;br /&gt; fora da ponte e da vida?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-3184857948459439018?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/3184857948459439018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=3184857948459439018' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/3184857948459439018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/3184857948459439018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/01/morte-e-vida-severina.html' title='MORTE E VIDA SEVERINA'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-5510737771280970104</id><published>2008-01-07T03:46:00.000-08:00</published><updated>2008-01-07T03:51:04.370-08:00</updated><title type='text'>TÉDIO</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Como se faz o tempo passar? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Faltam sete minutos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que se faz para o tempo passar?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escreve-se sobre o tédio de esperar o tempo passar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E enquanto aqui escrevo, o tempo passa,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas num vagar que, &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se parar de escrever e perguntar as horas,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Possivelmente descobrirei, desoladamente,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Que elas não passaram tanto quanto gostaria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E me perguntarei se não poderia ter deixado a minha curiosidade quieta,&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;e o tempo passar em paz....&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-5510737771280970104?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/5510737771280970104/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=5510737771280970104' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5510737771280970104'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5510737771280970104'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/01/tdio.html' title='TÉDIO'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-5415776453624188940</id><published>2008-01-03T03:24:00.000-08:00</published><updated>2008-01-03T03:50:34.266-08:00</updated><title type='text'>A HISTÓRIA DE DOMINGOS (PARTE IV)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Era feriado de sete de setembro, e decidiram viajar para Friburgo com a família de Maria. Seria um feriado juntos num lugar diferente, algo que nunca tinham vivenciado, seria bom para o relacionamento. Além disso, Domingos conheceria mais proximamente os pais dela, e não raro, um relacionamento infelizmente estende-se as famílias dos enamorados. E lá foram, partindo pela manhã. Apesar da expectativa boa, a viagem foi penosa para ele. Sabia que os pais da namorada tinham uma péssima impressão sua, e dividir o carro com pessoas que desconfiavam de sua índole era a pior experiência do mundo. Tentou estabelecer um papo amistoso, embora superficial, mas pareciam primitivos, não tinham muito o que conversar, deixando-o bem constrangido. Mas enfim chegaram. Era o meio da tarde, e entre arrumar as coisas, mostrar a casa, comprar suprimentos no armazém próximo, acabou-se o dia. O chalé ficava num bairro alto de Nova Friburgo, dentro de um condominio elevado, deveras chique. Porém, a casinha, comparado às vizinhas, era simples, mal preservada por fora, mas simpática em sua modéstia. No jardim da casa, muitas flores, de diversas cores. Deu tempo para namorarem um pouco, estavam se entendendo bem até aquele momento. Comeram uma pizza naquela noite, assistiram um pouco de TV, e foram dormir. Fazia muito frio. Domingos nunca sentiu tanto frio em sua vida. Colocou um monte de casacos. Maria igualmente. A família da moça era liberal em questões sexuais, não sendo problema o fato de dormirem na mesma cama. Se cobriram com um edredon desconfortável. Domingos odiava dormir com tanta roupa, apesar da necessidade ali pedida. Brigou muito consigo mesmo para cair no sono. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;No meio da noite, um pesadelo. Domingos acorda gritando, um grito agônico, quase gutural. Abre os olhos e vê Maria cair da cama. Desperta assustado. Maria se levanta rapidamente do chão e corre para o canto do quarto. Dona Laura, mãe de Maria, entra na quarto, provavelmente assustada com os gritos naquela altura da madrugada. É tranquilizada pela filha e volta para o seu quarto. O coração do rapaz está acelerado. Tudo parece embaçado, confuso, não entende o que se passa. Maria continua distante dele. Domingos conta que teve um pesadelo, diz que não se lembra dele. Eles sobem as escadas e vão para a cozinha, onde o jovem toma um copo de achocolatado quente. Nesse instante, a revelação surpreendente: ¨Domingos, acordei com você tentando me sufocar ¨. O rapaz fica assustado. Diz que aquilo não era verdade, que se lembra somente de ter acordado com ela caindo da cama, provavelmente empurrada por ele. Ela insiste na estória, dizendo que não está louca. Domingos se defende, dizendo que estava dormindo. Ela desiste da discussão, mas não consente em voltar a dormir com o namorado no quarto. Dormem no sofá da sala, com o constrangimento do pai dormindo no chão do recinto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Acordam na manhã seguinte. Parece que está tudo bem. Maria desce. Meio relutante e após algum tempo, Domingos vai atrás. Conversam um pouco. Ela começa a trocar de roupa. Tira a calça de moleton que vestia. Por baixo, está uma justa roupa de lã, apropriada para o frio que estava fazendo. A calça, entrançada, deixando transparecer entre os fios as pernas e o traseiro desnudo de Maria, excitam Domingos. Ele a agarra por trás, esfregando o seu sexo rijo nela. Beija o seu pescoço, sussurra em seus ouvidos o quanto ficou excitado. Maria também se excita. Vão para a cama e trepam, porém a trepada é muito ruim, como foi a maioria da vida sexual dos dois. Ele goza rápido e Maria o obriga a chupá-la contra a vontade. Percebendo o constrangimento do namorado, ela pede para parar. Maria vai para o banho. Domingos a espera, pensando no que aconteceu. Ela sai do banho diferente, mais fria em relação ao rapaz. Ele percebe e, nervoso, cobra satisfações. Maria explica que teme por sua vida, que na noite anterior, havia sido vítima de um atentado, que Domingos tentara estrangulá-la. Domingos fica possesso e tenta explicar a implausibilidade daquilo que estava ouvindo. Ela permanece inflexível, e ainda diz que o namorado utilizara de sua suposta fragilidade emocional para manipulá-la, não só naquele feriado, mas durante toda a relação. O cara fica muito puto e diz: ¨é assim, então vou embora¨. Maria não acredita e joga em sua cara que aquilo era mais um joguinho de manipulação do astuto. ¨Ah é! Veremos se é um jogo¨. Domingos junta sua roupa e realmente vai embora. Maria tenta dissuadí-lo, sem abrir mão da sua explicação em relação à noite anterior. O rapaz se despede educadamente dos pais e da avó da moça e pega ladeira abaixo, rumo a saída do condomínio e da vida da desgraçada. Maria vai atrás disposta a tentar convencê-lo a voltar, mas não consegue. Domingos titubeia, mas acaba continuando o seu caminho. Segue para o ponto de ônibus e a menina volta para casa. Parece tudo terminado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Passados quinze minutos, Domingos esperando o ônibus para o centro de Friburgo. Fuma um cigarro, triste e apreensivo com o que se passara. No momento seguinte, aparece Maria de carro com os pais. Ele a manda voltar, mas a menina parece disposta a convencê-lo pela volta. Pega o ônibus com o rapaz. Durante o trajeto, conversam e discutem sobre a validade do relacionamento. Domingos se recusa a perdê-la, fala coisas sem sentido, insiste na imagem angustiante de nunca mais voltar a vê-la, na explicação de que não tentaram o suficiente, no absurdo daquele temor, da estória da noite anterior, daquele fim de namoro. Como forma de aplacar o descontrole do menino (sim, ele era um menino, e possivelmente continua a sê-lo) ela aceita voltar. Passeiam pelo centro de Friburgo, andam de teleférico. Faz frio lá em cima, e a altura atingida pelo transporte causa vertigem ao rapaz, que forçosamente mantém-se no aparente equilíbrio. O medo, aliado ao nervosismo de toda a situação anterior, o faz ter desejos estranhos, os quais o próprio teme. Ele a ama, mas naquele momento quer machucá-la. Tenta se controlar, mas nunca se sentiu tão próximo do descontrole. No caminho de volta para o chalé, a garota pede que o namorado converse com o pai dela. Ele concorda. Ao chegar ao chalé, chama seu Bráulio para o quarto, fala de suas intenções com a filha dele, esclarece o que aconteceu na noite anterior, pede desculpas pelos inconvenientes. Seu Bráulio, covardemente, diz a ele que acredita em sua boa índole e que confia no seu bem-querer por Maria. Todavia, seu Bráulio sempre envenenou aquele relacionamento. Naquele instante, no quarto, o homem também estava com medo do rapaz. Todos estavam. Maria continua evitando a proximidade. Perturbado, Domingo fala coisas sem sentido, parece uma criança desprotegida. Sente que será abandonado. Vão dormir separados. Domingos acorda no sábado sabendo que vão embora naquela manhã, fica contrariado, mas tenta manter a calma. Vai para trás da casa, acende um cigarro. Pensando naquela avalanche de acontecimentos, se derrama em prantos, como a muito não fazia. Está aturdido, desenganado quanto ao seu futuro. Naquele momento, volta a ter cinco anos de idade. Voltam perto do almoço. O retorno é extremamente traumático para o pobre Domingos. Ele sabe que o fim daquela viagem culminará numa rejeição a ele. Muitas coisas vem a sua cabeça, começa a sentir um misto de raiva e vontade de consertar tudo. Naquela pequena viagem, briga e afaga Maria inúmeras vezes. Ele aparenta loucura. No fundo, está confuso, e teme pelo vazio que ela deixará. Mas acaba por complicar tudo naquelas duas horas atordoantes da tarde de sábado, entre a serra e o mar. Ao chegarem, soltam na praça próxima a sua casa, antes de chegarem ao prédio de Maria. Naquela praça onde corre todo o dia, onde namoraram tanto. Conversam e decidem pelo fim daquilo. Mas ele parece inconformado. Chora, chora muito, e sente vontade de voltar atrás. Intermitentes, a declaração de amor e o xingamento, símbolo maior de sua confusão, de sua dependência, de amar o que odeia, de gozar naquilo que lhe causa dor. Na despedida, ambos choram. Mas ali está terminado. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;No mesmo dia, Domingos telefonou inúmeras vezes para ela , da casa de um amigo. Foi em vão, ninguém atendia. Voltou no domingo pela manhã para casa, mas antes de chegar, ainda passou pela porta do prédio dela, onde tocou desesperadamente em seu apartamento. Ninguém atendeu. Tentou mandar um e-mail, explicando tudo, mas a mensagem voltou. Revoltado, como se tudo o que viveram, tão importante para ele, tivesse sido esquecido, escreveu uma carta desesperada, foi novamente a porta de seu prédio, e lá deixou. Ele queria não só tentar convencê-la a voltar, mas também de sua sanidade. Domingos duvidava dela, começava a achar-se perigoso, só deixaria essa angústia quando ela acreditasse em sua saúde mental. A opinião das pessoas conformava a sua própria sobre si. Na manhã da terça-feira, ela respondeu a carta num e-mail, pedindo para não mais ser procurada. Maria estava com medo. Para alguém que tinha ânsia por amor, de ser amado, nada podia ser pior do que ser temido, ainda mais por alguém que amou tanto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;O tempo passou, a primeira semana foi dolorosa. Mas depois, tudo voltou ao normal. O vício havia escolhido se afastar do viciado. Foi o que Domingos percebeu posteriormente. Algumas semanas foram o suficiente para ele se dar conta da positividade daquele afastamento. Pouco tempo depois do dia fatídico, Domingos ainda ligou para Maria, sabendo por um amigo que conhecia uma conhecida dela que a menina sofria por ele. Ela atendeu, mas não quis conversar. Havia indiferença na voz. Domingos ficou mexido, mas digeriu bem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Aquele relacionamento turbulento mexeu profundamente com o jeito de ser de Domingos. Nunca mais relacionou-se com mulher alguma, e agora passou a temer por isso. Embrenhou-se na crença de seus ideais, e passou a ser mais introspectivo, a ter uma opinião ainda mais pessimista sobre as relações humanas. Agora só poderia se relacionar sadiamente quando chegasse a ser aquilo que desejava, aos seus ideais, mas nunca conseguiu. Ainda tenta, mas sabe o tamanho de sua luta. Afinal, seu maior adversário é ele próprio, no afã de deixar na posição de objeto para sujeito de sua própria vida. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#330033;"&gt;(TALVEZ CONTINUE, TALVEZ FIQUE MAL RESOLVIDO, AFINAL, ASSIM É A VIDA...)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-5415776453624188940?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/5415776453624188940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=5415776453624188940' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5415776453624188940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5415776453624188940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/01/histria-de-domingos-parte-iv.html' title='A HISTÓRIA DE DOMINGOS (PARTE IV)'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-7617040045588173912</id><published>2008-01-02T02:16:00.000-08:00</published><updated>2008-01-02T02:43:21.576-08:00</updated><title type='text'>A HISTÓRIA DE DOMINGOS (PARTE III)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Quando o assunto eram as relações amorosas, como no resto das relações humanas, Domingos seguia pelas mesmas dificuldades. Havia tido poucas namoradas, mas foram relacionamentos traumáticos para o rapaz, houve a construção de uma grande dependência. Talvez descrever o maior de todos os exemplos seja uma forma de ilustrar melhor a situação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Era ainda o mês de março de 2006. Domingos, apesar de todos os sofrimentos que havia passado no turbulento ano de 2005, encontrava-se bem, estudando muito, retomando algumas amizades de forma moderada, com bons projetos e idéias na cabeça. Se recuperara de um trauma recente, no qual uma menina louca o usou para enciumar um antigo amante, deixando-o apaixonado e a beira da loucura. Mas o pior ainda estava por vir. Nesse mês, foi apresentado a uma menina de 20 anos. Seu nome era Maria. O encarregado da apresentação foi um amigo do colegial, há muito afastado dado as divergências de mentalidade que ocorrem depois de certa altura da vida. Quando a viu pela primeira vez, esperando-lhe junto a seu amigo e a namorada dele, pensou: ¨Isso não vai dar certo.¨ A menina era linda. Tinha uma altura mediana, uma cor de pele branca, cabelos longos e escuros, mas não totalmente negros, os olhos pretos num olhar profundo. Era esbelta e tinha uma certa altivez na postura. Tinha uns seios médios, pernas longas e um pouco curvadas - o que possuia um certo charme - e um belo traseiro, sem a vulgaridade das cantoras de axé mas que poderia fazer miséria na cama, e um rebolado disciplinado e feiticeiro. Tamanha beleza desenganou o rapaz, que não se tinha (como ainda hoje não se tem) na mais alta conta. No primeiro encontro se demonstrou arrogante, presunçoso, bancando uma postura intelectualóide de forma a se postar em posição superior a menina. Mas Maria não era uma menina tola com as quais os seus amigos de colegial até hoje saem, tinha uma sabedoria de mulher, e soube lidar muito bem com a situação, utilizando-se de uma fina ironia e salutar habilidade de maneira a desconcertá-lo e assim colocá-lo numa postura mais afável. Entre tapas e beijos, o primeiro encontro foi frutífero, e frutificou uma necessidade de reencontro. Trocaram e-mails provocativos e ácidos, mantendo assim um certo contato. Ficaram alguns dias sem se ver até que Maria chamou-lhe para sair. Passaram a noite juntos, assistindo a filmes e conversando. Não se beijaram nessa noite. Aliás, Domingos era incapaz de tomar qualquer iniciativa em relação a uma mulher. Além de ter um baixo auto-estima do tamanho do universo e ser dotado de uma grande timidez, não suportava ser rejeitado. A rejeição significava para ele um atentando ao seu próprio ser, visto que a opinião alheia conformava em grande porcentagem a sua personalidade - ainda mais a opinião de uma mulher. Não obstante, continuaram a sair como amigos, durante algumas semanas. As conversas eram interessantes, mas Domingos mantia-se na defensiva. Conversavam sobre tudo, e viam que tinham muito em comum. Porém, a menina gostava muito de conversar sobre sexo, visto que gostava muito do ¨negócio¨e de todo o jogo que o envolvia. Contava de suas experiências, na maioria desagradáveis, e demonstrava sua insatisfação com os parceiros que até aquele instante participaram de sua vida. Acuado, o jovem não queria deixar a desejar naquela troca de experiências, queria ter algo a falar, e das poucas e efêmeras relações que teve, se viu obrigado a aumentar o seu conteúdo e inventar situações que nunca aconteceram. Obviamente que a imaturidade do ¨garoto¨ transparecia, por mais criativo que fosse. Se via constrangido, e o pior, estava se apaixonando pela menina. Sem se desmentir, em certo momento se declarou a Maria. Se demonstrou incisivo, postando que só queria o seu amor, que não continuaria amigo dela se ela não o aceitasse como namorado. Foi recusado, mas voltou atrás, afinal, quem ama não se quer ver longe da amada. Continuaram os encontros, até que em certo momento, Domingos, cansado de mentir a Maria, se viu obrigado a confessar que era virgem. Tinha como certo que a menina o recusaria, achava que ela fosse achar repugnante o fato de um rapaz de 21 anos ainda preservar a virgindade. Mas a reação de Maria foi inversa, e comovida com a demonstração de honestidade do rapaz, beijou-lhe, numa bela noite fria de abril. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;br /&gt;Todavia, o namoro não começou de imediato. Maria não havia gostado de ¨ficar¨ com Domingos, achou-o invasivo demais, ansioso demais. Deixou-lhe de molho alguns dias, até que resolveu tentar novamente. Se encontraram e juntos foram para a Lagoa. Só que Domingos sabia que tinha ido como muita sede ao pote e desta vez foi com mais calma. Dessa vez, a menina foi a loucura com os beijos e as carícias do rapaz. Uma mistura de delicadeza com paixão. Dessa vez, foi Maria que se descontrolou, e ali mesmo, à beira da Lagoa Rodrigo de Freitas, quase que a virgindade de Domingos é levada embora. Depois desse dia, muitos foram os encontros assim. Os dois pegavam fogo. Se enlaçavam nos braços um do outro, perdiam-se naquele fogaréu de excitação. Como era de se esperar, Maria era mais atrevida, passava a mão nas partes íntimas do rapaz, acariciava-o de tal forma que deixava-o sem graça, dado o caráter inédito de tais investidas sobre o seu corpo. Até o final do relacionamento, o jovem ficou acuado diante do fogo da lânguida rapariga, gemendo de prazer enquanto as bocas e os corpos não se descolavam. Domingos ria, de nervoso e de surpresa, diante de tamanho desejo. E os encontros fluiam. Embora não se declarassem oficialmente, pelo menos da parte do rapaz, sentia-se namorado, um compromisso. Só que passavam-se os dias, os encontros, e a coisa ficava sempre no quase. Mão aqui, língua acolá, mas a situação pública dessas demonstrações de amor nunca possibilitavam o próximo passo. A ânsia era grande. Maria sabia de sua ¨condição virgem¨, o que lhe tirara completamente o medo. Tinha a ilusão de ser o homem que pudesse dar ao seu amor a satisfação que desejava. Sobre a situação de ansiedade, Domingos fez até uma tosca poesia:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;No corpo, o desejo transborda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Meus lábios aproximo lentamente dos seus&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Desviam, passeiam pela pele&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;A excitação me toma, mas não controla,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Ainda matura&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Suaves, as bocas se tocam, afastam &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Avanço e você recua&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Avanças e eu recuo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Nos avançamos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;As línguas incontroláveis se enrolam,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Se encontram e desencontram,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Sentem um sabor gostoso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;É cigarro, hortelã?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Não, é paixão, tesão!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;É desespero, quero devorá-la&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;E ela a mim, agônica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O caos excita, apavora, enlouquece&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;As cabeças insanas perdem o controle&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Interagem, brigam, se amam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Se têm, possuem, consomem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;As mãos, antes calmas e conscientes,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Também enlouquecem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Têm fome, pressa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Correm pelo rosto, descem ao pescoço&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Voltam, perscrutam os contornos faciais &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Revela-se ali um espaço íntimo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;o gemido desnuda um prazer escondido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Sobem aos cabelos, e neles se perdem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Puxam docemente, depois empurram, boca a boca&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Visitam as orelhas, pela nuca penetram o dorso&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Dão a volta e chegam ao peito, descem aos seios&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Aperta, com uma só, um a um&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Sinto o pulsar de seu coração&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Entram pela roupa, ultrapassam o sutiã&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Alisam os mamilos, rijos, tesos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Juntas de novo, pelas costelas vão a cintura&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Envolvem-na e puxam seus quadris aos meus&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Os sexos se encontram mas se ressentem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O contato é indireto, insuficiente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O meu ereto, o seu úmido&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Tristes descobrem &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Não é hora, nem lugar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Por agora, só as mãos e os lábios consolam&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;A inspiração era tão grande quanto o amor e o desejo. Parecia que a hora não iria chegar. Até que chegou. Sua irmã Glacyra resolvera viajar com o marido. Domingos então fez o convite. A ocasião chegara. A princípio, Maria ficou relutante. O apartamento de Glacyra ficava acima dos pais de Domingos. Achava que a situação ficaria meio constrangedora. Porém, Domingos garantia que não haveria interferências, e que ela não precisava fazer nada se não fosse essa a vontade. Compraram algo para comer, alugaram dois filmes(Moça com Brinco de Pérolas e Balzac e a Costureirinha Chinesa). Em mais de uma ocasião, alugaram filmes para assistirem juntos. Sempre foi dinheiro gasto a toa. Naquela noite, botaram o filme no aparelho de DVD e deitaram no sofá. O filme foi assitido por quinze minutos. Deitados juntos, a mão dele passeando pelo corpo dela, seus lábios roçando o pescoço, enfim, talvez não seja necessário uma descrição mais pormenorizada. Não obstante, certamente o momento de ansiedade e a inexperiência do rapaz, apesar de Maria agir de forma didática em cada instante, foram motivos para a frustração. A perda da virgindade de Domingos foi realizada algumas semanas depois, mas o fogo dos dois não vingava no momento propriamente dito da consumação do fato. Dormiram juntos várias vezes, copularam inúmeras, sentiam um forte desejo um pelo outro, mas isso não era concluído em prazer, em amor. Ela passou a cobrar imensamente dele, pois queria porque queria que ele a satisfizesse. Domingos se sentia pressionado para conseguir o exigido a ele, se esforçava, bolava mil planos, mas não conseguia. Começaram a brigar, cada vez mais e mais. Ela, percebendo que o rapaz estava em sua mão, começou a humilhá-lo, a jogar em sua cara a postura arrogante e as mentiras de quando se conheceram. Ele se controlava, tentava amenizar, se sentia cheio, mas ainda acreditava que aquilo pudesse dar certo. Quando tudo terminou, viu que apenas uma coisa o mantinha ligado a ela: o sexo. Como o cigarro, ele sabia que aquilo estava lhe fazendo mal, mas não se desligava exatamente pelo prazer imediato que proporcionava. Lutavam mais para manter o relacionamento do que se relacionavam. Maria a xingava, humilhava, ele fazia loucuras por ela, comprava flores, escrevia poesia, levava presentes, mandava inúmeros e-mails. Ela sempre exigia mais e mais, sempre deixando-o inseguro. Ficaram exclusivos um do outro, ela, sem amigos, fez com que ele abandonasse os seus amigos. A vida de um era o outro, um era propriedade do outro, e a possibilidade do roubo deixava-o louco. Maria contava dos seus ex, dos seus sonhos com outros homens, e achava que ele deveria ouvir com compreensão. Dava imensos escândalos quando ele somente citava o nome de outra mulher. Mas por mais que aquilo lhe destruísse, o rapaz persistia, com um sentimento de que aquela seria a única oportunidade de amar (ou de fazer sexo) que possuiria na vida. Imaginá-la com outro era como a morte. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Desde o começo, Maria virou a sua vida. Deixou de estudar, perdeu o foco em que se encontrava, brigou com a família (obviamente devido também a um rancor que ele próprio sentia deles, culpando-os pela inércia em que se encontrava), ficou uma pessoa estressada, neurótico em relação a sua menina, preocupado em mantê-la sempre apaixonada, como se, por ventura, deixasse de demonstrar o seu amor por um minuto sequer, ela o deixaria. Seguia exatamente o contrário do que tinha como modelo de relação amorosa. Por várias vezes pensou em deixá-la, por uma vez até fez isso, mas voltou, e deixou o desejo de largá-la ser controlado pelo desejo sexual que tinha. Obviamente que a questão não era tão simples. Para a forma real como lidava com os amigos, era de se supor que, para alguém que lhe desse tanta atenção e estivesse tão presente em sua vida, a coisa se tornava ainda mais complicada. E por mais que fosse maltratado, espezinhado, esculachado, ela era sua namorada, estava perto dele e ele não conseguia mais viver longe dela, qualquer que fosse a situação. O amor deu lugar a dependência. Nada ilustra mais a idéia de Freud do gozo no sofrimento. Não que Domingos gostasse de sofrer do jeito que sofria nas mãos de Maria, mas para o estudante, era melhor sofrer com ela do que viver sem ela. O sofrimento do vazio que a saída da menina de sua vida causaria, ou melhor, o vislumbre dessa saída, era mil vezes pior do que aquilo que vivia. O fim foi trágico para ele. (continua)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-7617040045588173912?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/7617040045588173912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=7617040045588173912' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/7617040045588173912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/7617040045588173912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/01/histria-de-domingos-parte-iii.html' title='A HISTÓRIA DE DOMINGOS (PARTE III)'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-5491154467740778496</id><published>2008-01-01T13:15:00.000-08:00</published><updated>2008-01-01T13:39:19.956-08:00</updated><title type='text'>A HISTÓRIA DE DOMINGOS (PARTE II)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A vida de Domingos tinha dois hemisférios: o ideal e o real. Construía em sua cabeça uma forma de homem que gostaria de ser. Delineava esse modelo a partir de exemplos muito palatáveis e sensatos. Um exemplo é a forma como Domingos concebia as relações do homem com as pessoas e com o mundo. Ele não era burro, via em sua volta um mundo egocêntrico, pessoas intolerantes, e nisso tudo formas de relacionamento marcadas pela perversão e dependência compulsiva. Domingos então buscava um ideal, marcado pela compreensão e o respeito. Principalmente nas relações humanas. O tempo é feito de momentos, e cada momento é único, cada prazer, sensação ou sentimento, é impossível levá-los além do que o tempo circunscreve. Mas o mundo não funcionava assim. Amizades passam, amores passam, mas para a maioria das pessoas, tudo tinha que durar para sempre, não se aceitava perder. A própria morte era o maior exemplo. As pessoas sofrem demais com a morte, sendo que a natureza do homem é perecível, nós temos um tempo. Não significa comodismo, e sim aceitar o inexorável. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;A fórmula  aparentemente não era complicada. Aproveitar o que cada momento, o que cada relação humana pode dar de bom; mas no momento em que se esgotar, aceitar a perda, saber desfrutar da lembrança, aprender com a dor, viver a maravilha da nostalgia. Aceitar que tudo nessa vida tem seu tempo também implicava saber compartilhar, por exemplo, um amor. Não, Domingos não era adepto do sexo livre. A questão era a própria concepção de amor. Uma pessoa só fica com outra ao lado quando existe algum interesse recíproco, não no sentido negativo, mas positivo. Numa relação amorosa, deve existir prazer, porém não se pode ficar restrito a coisa inicial, esta deve se desenvolver, ser posta a prova. O ciúme é a dependência desse prazer inicial. Quando um casal se inclausura deste jeito, o amor perde a sua virtude, vira vício. O amor deve desenvolver-se a partir da aceitação de três propriedades distintas e interagentes: o que é das duas partes e o que é dos dois. A existência de uma vida individual permite o enriquecimento da vida partilhada, através do acúmulo de experiências. Quem ama desse jeito, sabe que o amor recebido é atualizado a cada minuto, permanece candente. Corre-se o risco, sim, do amor, assim como um software obsoleto, não encontrar mais atualização disponível e perder seu lugar para um software mais avançado, ou simplesmente a necessidade que aquele programa supria não mais existir (a metáfora é meramente ilustrativa, para Domingos as pessoas não ficavam obsoletas, talvez os sentimentos, que se desenvolvem a medida que vivemos). A vida é um risco, e não expor os sentimentos ao risco é mantê-los aprisionados, um auto-atentado a um direito humano essencial. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Assim como as relações humanas, as relações com o mundo e com as coisas deveriam ser algo que contribuísse para o desenvolvimento do homem, seus sentidos e seu intelecto. Domingos tinha uma preocupação essencial com o progresso espiritual, e este não poderia se dar com a submissão dos sentidos aos prazeres. A relação compulsiva impede a fruição de todo o resto que o mundo pode dar. Impede também o aprendizado dos sentidos, um conhecimento muito valorizado por Domingos. Mas o ritmo rápido que o mundo contemporâneo impunha desenvolvia relações rápidas, fluidas, superficiais e por vezes, doentia. Em sua percepção crítica, a exaltação exarcerbada da imagem e a necessidade urgente de consumo impediam o desenvolvimento de relações sensuais educadas, que aproveitasse todo o potencial que dado objeto pudesse dar aos sentidos. Tudo era rápido e intenso, voltado a dependência e ao entorpecimento. Agora Domingos passou então a entender - muito ao seu modo, obviamente- o que Baudelaire entendia com o desaparecimento do objeto. O consumo construía o sujeito, passava a incorporá-lo. O homem é o que consome, constrói-se a partir disso. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Porém, apesar da construção de todo esse ideal, com um forte viés de percepção crítica em relação a realidade, Domingos não conseguia escapar das determinações mentais e culturais de sua época. Vivia imerso numa constante relação de mal-estar consigo mesmo, dada essa dissonância entre um ideal teórico e a prática. Era um sujeito compulsivo por excelência. Não existe meio termo para o jovem. Tudo é rápido e intenso, parece que cada momento é o último, que o tempo está prestes a se esgotar. Fumante compulsivo, comedor compulsivo, bebedor compulsivo. Não era um viciado mórbido em cigarros, nem obeso, muito menos alcoólatra, isto porque tinha consciência de sua compulsão, e buscava se controlar. Porém, esses controles sempre tiveram que ser rígidos, nunca foram relações saudáveis, não por falta de desejo, mas quase uma incapacidade crônica de educar os sentidos. Até em relação ao sexo isso acontecia. Se masturbava com uma frequência fascinante em dadas épocas. Quando descobria um prazer, queria que ele se prolongasse por muito tempo, e acabava não conseguindo parar, ficava às portas do vício. Por essa razão, apesar da grande curiosidade, Domingos nunca fumou maconha, apesar de um grande desejo o tentar constantemente. Entre o controle e a compulsão, sempre se sentiu mal, um fraco quando se entregava aos vícios, incompleto quando buscava o controle. Tinha nos estudos seu ideal maior. Eles lhe proporcionariam o maior prazer que poderia conquistar, aquele voltada ao descobrimento do mundo e de si mesmo, ao aperfeiçoamento, a um estado espiritual elevado. Um prazer que só seria conquistado a longo prazo, mas que lhe permitiria o que sempre almejou, se amar. Gostava muito de estudar, se sentia bem fazendo isso, era um rapaz inteligente, mas por não trazer um prazer imediato, os estudos não lhe causavam grande atração, e se via sempre seduzido a largá-lo por alguma recompensa imediata. Não era isso o que desejava fazer, mas era impelido por uma vontade fora do seu controle. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Essa rigidez intrínseca ao seu ser ultrapassava também para a própria esfera das relações pessoais. Não que Domingos não fosse uma pessoa sociável. Muito pelo contrário, era uma companhia extremamente agradável, tinha alguns bons amigos. Era seu mal-estar constante que o impedia de aproveitar ao máximo essas sociabilidades. Como em relação aos seus vícios concretos, o rapaz também acabava se tornando dependente das pessoas, desenvolvendo, por sua parte, elos afetivos não muito fortes, mas intensos e facilmente volúveis por sua parte. Era como o cigarro, a bebida, a comida, com a diferença que pessoas tem vontades, afazeres e outras relações em sua vida. Mas Domingos queria consumir as pessoas, tirar delas todo o prazer que lhe fosse permitido, e queria só para ele. Ficava enciumado quando perdia a atenção da pessoa com quem conversava, como se lhe tivessem tirado um bem. Ficava com raiva, e isso diminuia a consideração da pessoa em seu afeto. Tinha consciência disso e buscava evitar, o mundo não girava em torno do seu umbigo, ele pensava. Mas o sentimento era maior do que a razão, e sentia-se abandonado, carente, um vazio lhe tomava quando se via longe das pessoas de quem gostava. O rancor assumia colorações intensas em seu sentimento, e por vezes deixava de falar com aquela pessoa. Não obstante, mirando sempre em seu ideal (e Domingos, apesar de tudo, era uma pessoa muito esforçada), tentava lutar contra os pensamentos ruins. Mas era difícil. Viver em sociedade era uma tarefa árdua para Domingos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Alguns dizem que era orgulho, outros vaidade, ainda tem os que dizem que  a carência era a principal causa dessa dificuldade de Domingos em se relacionar com as pessoas. Talvez não seja nenhuma, talvez todas as causas sejam verdadeiras. A questão era complexa. É difícil dizer o que se passava pela cabeça do estudante. Suas atitudes e opiniões mudavam numa velocidade muito grande. A constância estava na instabilidade. Seus amigos eram em alguns dias muito queridos, noutros odiados, às vezes, desprezados, e ainda existiam dias em que Domingos se achava áquem dos seus amigos. Por isso, não raramente, buscava se afastar deles, tentando, na solidão, achar a tranquilidade para reavaliar a sua vida. Isso ocorria porque o rapaz avaliava a sua vida muito em função das conquistas e daquilo que os amigos tinham. Mas conquistas demandavam esforço, luta, tempo e sacríficio, e Domingos era incapaz de empreender um projeto desses, tudo para ele deveria ter retorno imediato, deveria proporcionar prazer imediato. A velocidade do mundo o sufocava, e ele não tinha o seu próprio tempo. Por mais que criticasse a maneira pela qual o comportamento geral se fundava,  ¨deixar que a vida levasse¨, tal como dizia a música de Zeca Pagodinho, ele também acabava sendo levado por ela. Faltava-lhe tranquilidade, paciência. Não era uma coisa racional, era mais do que isso, era emocional. E Domingos sofria com a suposta inércia em que sua vida se encontrava. Mas faltava-lhe uma referência para estabelecer o que era estar em movimento. (continua)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-5491154467740778496?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/5491154467740778496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=5491154467740778496' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5491154467740778496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/5491154467740778496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2008/01/histria-de-domingos-parte-ii.html' title='A HISTÓRIA DE DOMINGOS (PARTE II)'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-7318474867782347629</id><published>2007-12-31T04:51:00.000-08:00</published><updated>2008-01-03T03:48:33.205-08:00</updated><title type='text'>A HISTÓRIA DE DOMINGOS (PARTE I)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;¨O problema não é com vocês, o problema é comigo. Eu preciso ir embora, me desculpe, não dá,&lt;br /&gt;realmente me sinto mal aqui. Sei que tinha pensado outra coisa, planejado coisas maravilhosas, mas tenho sérios problemas que enquanto não resolver, não conseguirei ser o amigo que vocês tanto desejam. Me desculpem, mas cansei de decepcionar as pessoas próximas a mim e principalmente a mim mesmo. Estou indo agora. Adeus.¨&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Fazia calor naquela manhã de dezembro. Era o dia da virada do ano no Rio de Janeiro. Quase todo mundo planejava aquela noite, acordava-se cedo, ligava-se para os amigos, separava-se a roupa branca e as roupas íntimas especializadas conforme o que se queria com mais intensidade para o ano que entraria. Domingos não planejava nada. Só pensava a merda em que estava a sua vida, sem solução para os vícios da mente. Acordou cedo, sim, mas não para planejar coisa alguma, mas para fazer o que faz sempre: se exercitar na praça próxima a sua casa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;A praça em que Domingos se exercitava fornecia a mente do jovem todo um mis`en`scene`que&lt;br /&gt;sintetiza a complexidade e a hipocrisia do mundo em que vivia. Como exemplo, podemos citar dois casos principais, que alimentavam em Domingos sentimentos contraditórios. Uma era a costumeira reunião de mendigos nos bancos verde-oliva do lugar. Homens com uma certa perplexidade no semblante, alguns mais velhos, outros mais jovens, inclusive uma, somente uma, criança; traziam em seu aspecto algo de sujo, fediam a cachaça às sete horas da manhã. Não, não faziam mal a ninguém, somente pertubavam um pouco a vista harmônica das lindas manhãs de sol do verão carioca. Conversavam alto coisas idiotas, as vezes desconexas. Algumas ocasiões foram vistos brigando entre si, por motivos que não raramente inexistiam. Noutras, deliravam, gritavam alucinados, provavelmente em estados alterados de consciência ocasionados pelos entorpecentes que consumiam. Certo dia, um deles, homem negro, alto, com um porte físico considerável, começou a depredar violentamente um telefone público, completamente fora de si. De dentro do bar, saiu um ancião, com uma vassoura na mão, e sentou nos cornos do meliante. Logo depois, um grupo de taxistas que ali se encontravam ajudaram a linchar aquele homem imundo. Em pouco tempo, dois policiais chegaram e prenderam o depredador. Nessa ocasião, como em todos os dias em que, durante a sua corrida, cruza com aqueles homens sujos na dita praça, sentindo aquele odor de cachaça, Domingos sente algo confuso. Como uma pessoa culta, tem pena daqueles marginais, sabe a dureza que deve acomete-los e pensa como seria bom se alguém ou o próprio Estado pudesse tomar providências em relação aquelas pessoas. Como um ser oriundo da classe média, conservadora por excelência, nosso jovem sente um ódio, contra o qual luta. Nos seus pensamentos, povoam desejos mórbidos em relação aqueles homens, aparecem imagens de espancamentos, fuzilamentos e todo o tipo de possibilidades de extermínio. Limparia-se então da visão urbana aquelas coisas ignóbeis. No princípio, também sentia medo daqueles homens, como dos cães enormes que passeiam na praça pela manhã, mas o tempo e o costume o ensinou que como os cães, aqueles mendigos estavam dosmeticados, adestrados a suportar tudo sem latir ou morder o resto dos homens, deixando em relativa paz a sociedade fora da barbárie.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Não obstante, aquela corrida na praça não propiciava a Domingos somente pensamentos amargos e dolorosos. Havia ali algo que enchia o seu coração de alegria e de esperança. Há um certo tempo atrás, quando ia naquela praça somente malhar os músculos (e não correr), conheceu uma criança, por volta dos cinco anos de idade. Certamente, crianças causam um apetecimento inevitável na maioria das pessoas, assim como os filhotes de cachorros. Mas aquela criança era especial. Uma menina, sem metade dos dentes na boca, troncha e magrela como um cipó. Não sejamos hipócritas: feia. Ela provavelmente deve ser portadora de Síndrome de Down, ou alguma especialidade psíquica. Quando Domingos a conheceu, aquela menina estava acompanhada da avó, mas atualmente aparece acompanhada de um homem mais ou menos cinquentário, talvez um tio ou mesmo um avô. Havia algo nela que fazia o jovem corredor sentir algo indescrítivel, um alento para os seus pensamentos mórbidos. A criança não tinha medo, brincava com os cães ferozes, trepava onde quer que desse na telha, corria, e ria, ria muito, destemperadamente. Cumprimentava a todos que via, sem distinção de cor e sexo. O maior que a acompanhava ficava doidinho com ela. Mas havia ainda mais alguma coisa, que deixava Domingos realmente fascinado. Aquela menina, em seu mundo diferente e feliz, beijava a todos que encontrasse, conhecendo ou não. Demonstrava um carinho totalmente sincero, apenas pela vontade de demonstrar aquele afeto, algo espontâneo, um amor pelo mundo. Domingos então, desde o momento que conheceu a menina pela primeira vez, cada vez que corre naquela praça e cruza o olhar com aquela peraltinha maravilhosa, fica extasiado, todos os seus problemas e confusões dão lugar à um sentimento distinto, uma vontade de ser amado, de beijar as pessoas e ser beijado com sinceridade. Ele pensava: ¨Como seria bom ser pai de uma criança assim¨. (continua)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-7318474867782347629?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/7318474867782347629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=7318474867782347629' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/7318474867782347629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/7318474867782347629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2007/12/histria-de-domingos-parte-i.html' title='A HISTÓRIA DE DOMINGOS (PARTE I)'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-6462996353374106134</id><published>2007-11-18T12:31:00.000-08:00</published><updated>2007-11-18T13:10:30.571-08:00</updated><title type='text'>Serviço público</title><content type='html'>Ora, não é difícil encontrar em diversos veículos de informação de grande circulação o slogan ¨estar bem informado¨. Não podemos condena-los, afinal, eles estão vendendo o seu produto, e quem não confiaria em seu próprio taco??&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que tais veículos informam de um dado lugar, por uma dada perspectiva, defendendo um certo grupo de interesses. O grande problemasé que a grande imprensa, essa que nos é mais facilmente acessível, é quase (ousaria dizer totalmente) controlada por poucos grandes grupos, influenciando sobremaneira a opinião pública tupiniquim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A situação poderia ser pior, se não fosse a internet. Através dela, é possível ter acesso às múltiplas faces da notícia, a diferentes perspectivas e opiniões. Manter-se informado não é saber muito sobre tudo, é ter informações suficientes para saber quais são os interesses em jogo. É saber o suficiente (que só você saberá quando chegar) para julgar criticamente o assunto em pauta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica individual parte também de um lugar, assim como as opiniões das empresas midiáticas. Esse lugar é definido não somente pelo grau de informações que se possui, mas também pelos seus valores (aqueles passados pela família e pelos meios sociais em que se vive). A relação entre a circulação de informações e os valores de uma dada sociedade é recíproca, ou seja, uma interage com a outra numa relação dinâmica. Porém, numa sociedade onde a imprensa é dominada por poucos e poderosos grupos de interesse, diminui-se o leque de perspectivas para se construir um juízo crítico sobre algo. Constrói-se assim, por esses grupos, geralmente ligados ao poder político vigente, um espaço de hegemonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, o advento da internet possibilitou um acesso mais diversificado à informação, assim como um espaço mais aberto de expressão para os indíviduos. Infelizmente, não podemos falar em espaço democrático, pois a maioria da população brasileira e mundial ainda é excluída desse bem. Mas ela já se constitui num importante veículo para a promoção de uma verdadeira e autêntica opinião pública, onde a liberdade de expressão e o debate de idéias ocorrem quase plenamente. É esse o tipo de serviço ideal que as inovações tecnológicas devem dispor para um progresso verdadeiro, a busca de uma sociedade onde as diferenças possam conviver num mesmo espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns sites muito bons para quem quer estar ¨bem informado¨:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência Carta Maior:&lt;a href="http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?alterarHomeAtual=1"&gt;http://www.cartamaior.com.br/templates/index.cfm?alterarHomeAtual=1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brail de Fato:&lt;a href="http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia"&gt;http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista Caros Amigos:&lt;a href="http://carosamigos.terra.com.br/"&gt;http://carosamigos.terra.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Correio da Cidadania:&lt;a href="http://www.correiocidadania.com.br/"&gt;http://www.correiocidadania.com.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agência Brasil/Radiobrás:&lt;a href="http://www.agenciabrasil.gov.br/"&gt;http://www.agenciabrasil.gov.br/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciranda Internacional de Informação Independente: &lt;a href="http://www.ciranda.net/spip/"&gt;http://www.ciranda.net/spip/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rebelion:&lt;a href="http://www.rebelion.org/"&gt;http://www.rebelion.org/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observatório da Imprensa:&lt;a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/index.asp"&gt;http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/index.asp&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imprensa Marrom:&lt;a href="http://imprensamarrom.com.br/"&gt;http://imprensamarrom.com.br/&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-6462996353374106134?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/6462996353374106134/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=6462996353374106134' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/6462996353374106134'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/6462996353374106134'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2007/11/servio-pblico.html' title='Serviço público'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-1030287632587483495</id><published>2007-11-11T04:13:00.000-08:00</published><updated>2007-11-11T04:24:36.463-08:00</updated><title type='text'>Chaplin e a História</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;11/11/2007&lt;br /&gt;Quando se avalia algum tipo de arte ou conhecimento, faz-se essa avaliação de acordo com algumas regras e padrões, para avaliar o grau de ruptura e transformação que dada produção ocasionou dentro de seu campo. Porém, a percepção do homem é falha, e algumas grandes obras só são reconhecidas muito tempo depois pela coletividade, enquanto genial ou visionária.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui falarei novamente de cinema. Tratarei de um chamado ¨clássico¨, uma obra que até hoje espanta pela sua capacidade de perceber o que ninguém percebia em um momento histórico específico. Falo aqui de ¨O Grande Ditador¨, primeiro filme falado de Charles Chaplin. Lançado em 1940, mas pensado e elaborado nos dois anos anteriores, Chaplin faz uma crítica mordaz aos fenômenos fascistas em pleno apogeu na Europa, exatamente num momento em que tais líderes eram ignorados em suas atrocidades pelos grandes chefes das chamadas ¨democracias¨. Naquele momento, o totalitarismo foi visto como uma forma de se combater a crise econômica pós-29 e o avanço do comunismo. Nesse espaço de cegueira política, Chaplin, abandonando seu Carlitos, satiriza e ridiculariza o Fuhrer alemão, apontando a irracionalidade e criticando o ponto em que o mundo dito progressista havia chegado naquele instante. Seu olhar é de percepção profunda, ao iniciar o filme na Primeira Guerra Mundial, enxergando a ascensão do nazismo como um processo longo, e não uma emergência pragmática. Outro aspecto interessante do filme é a crítica à tecnologia, onde aparece a citação de uma invenção, um gás venenoso, que teria um incrível poder de matar. O fenômeno dos extermínios nas câmaras de gás só apareceria depois de 1940. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No riso da caricata representação de Mussolini e Hitler, o ridículo aparece como uma forma de crítica. De repente, dentro do ridículo, aparece a beleza, o abuso da linguagem cinematográfica numa metáfora ao poder. O ditador do país imaginário Tomânia, Adeline Hinkler, após ouvir de seu ministro de propaganda as possibilidades de seu poder, de vir a ser imperador do mundo, do universo, entra em estado de encantamento. Começa então a brincar com o globo que se encontra em sua sala. Naquela dança, a ingenuidade de um homem que quer dominar o mundo, encenado numa cena bela, a visão de poder do tirano. Talvez a mais memorável cena do cinema.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O filme se encerra com um longo discurso do barbeiro judeu (quase Carlitos), confundido com Hinkler. Seis minutos, nenhum elemento de cena, somente Chaplin e o espectador. Naquele momento, não Hinkler, não o barbeiro, mas Chaplin, encontra um meio de expressar sua opinião, de um contexto ficcional para a realidade, sobre a situação do mundo naquele momento. Faz uma mordaz crítica ao progresso, a ciência, a máquina, enquanto instrumentos de poder para subjugar o homem. Prega então um progresso espiritual, o valor da liberdade, a saída das trevas para um mundo de luz. A ciência e o progresso, no mundo regido pela razão, devem servir ao homem para o bom convívio, à ventura de todos, brancos, negros, gentios... Ciência, progresso, democracia, liberdade, luzes, razão...É um vocabulário que está imerso no universo mental de um mundo hipnotizado pela máquina. Mas Chaplin, homem da arte, na sua construção discursiva, dá valor ao lado mais importante da razão e do progresso,  que não só naquele momento, como até hoje (nisso o filme permanece atual), permanece esquecido: a felicidade dos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Discurso final de ¨O Grande Ditador¨&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330099;"&gt;Sinto muito, mas não pretendo ser um imperador. Não é esse o meu ofício. Não pretendo governar ou conquistar quem quer que seja. Gostaria de ajudar a todos - se possível - judeus..., o gentio... negros... brancos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos nós desejamos ajudar uns aos outros. Os seres humanos são assim. Desejamos viver para a felicidade do próximo - não para o seu infortúnio. Por que havemos de odiar ou desprezar uns aos outros? Neste mundo há espaço para todos. A terra, que é boa e rica, pode prover todas as nossas necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódio... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, emperdenidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas,&lt;br /&gt;precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aviação e o rádio aproximaram-nos muito mais. A próxima natureza dessas coisas é um apelo eloqüente à bondade do homem... um apelo à fraternidade universal... à união de todos nós. Neste mesmo instante a minha voz chega a milhões de pessoas pelo mundo afora...milhões de desesperados, homens, mulheres, criancinhas... vítimas de um sistema que tortura seres humanos e encarcera inocentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que me podem ouvir eu digo: "Não desespereis!" A desgraça que tem caído sobre nós não é mais do que o produto da cobiça em agonia... da amargura de homens que temem o avanço do progresso humano. Os homens que odeiam desaparecerão, os ditadores sucumbem e o poder que do povo arrebataram há de retornar ao povo. E assim, enquanto morrem homens, a liberdade nunca perecerá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soldados! Não vos entregueis a esses brutais... que vos desprezam... que vos escravizam... que arregimentam as vossas vidas... que ditam os vossos atos, as vossas idéias e os vossos sentimentos! Que vos fazem marchar no mesmo passo, que vos submetem a uma alimentação&lt;br /&gt;regrada, que vos tratam como um gado humano e que vos utilizam como carne para canhão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sois máquina! Homens é que sois! E com o amor da humanidade em vossas almas! Não odieis! Só odeiam os que não se fazem amar... os que não se fazem amar e os inumanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Soldados! Não batalheis pela escravidão! Lutai pela liberdade!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No décimo sétimo capítulo de São Lucas é escrito que o Reino de Deus está dentro do homem - não de um só homem ou um grupo de homens, mas dos homens todos! Está em vós! Vós, o povo, tendes o poder - o poder de criar máquinas. O poder de criar felicidade! Vós, o povo, tendes o poder de tornar esta vida livre e bela... de fazê-la uma aventura maravilhosa. Portanto - em nome da democracia - usemos desse poder, unamo-nos todos nós. Lutemos por um mundo novo... um mundo bom que a todos assegure o ensejo de trabalho, que dê futuro à mocidade e segurança à velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É pela promessa de tais coisas que desalmados têm subido ao poder. Mas, só mistificam! Não cumprem o que prometem. Jamais o cumprirão! Os ditadores liberam-se, porém escravizam o povo. Lutemos agora para libertar o mundo, abater as fronteiras nacionais, dar fim à ganância, ao ódio e à prepotência. Lutemos por um mundo de razão, um mundo em que a ciência e o progresso conduzam à ventura de todos nós. Soldados, em nome da democracia, unamo-nos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hannah, estás me ouvindo? Onde te encontres, levanta os olhos! Vês, Hannah?! O sol vai rompendo as nuvens que se dispersam! Estamos saindo da treva para a luz! Vamos entrando num mundo novo - um mundo melhor, em que os homens estarão acima da cobiça, do ódio e&lt;br /&gt;da brutalidade. Ergue os olhos, Hannah! A alma do homem ganhou asas e afinal começa a voar. Voa para o arco-íris, para a luz da esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ergue os olhos, Hannah! Ergue os olhos!&lt;br /&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-1030287632587483495?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/1030287632587483495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=1030287632587483495' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/1030287632587483495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/1030287632587483495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2007/11/chaplin-e-histria.html' title='Chaplin e a História'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-6284255534832062119</id><published>2007-11-04T16:10:00.000-08:00</published><updated>2007-11-04T16:21:45.593-08:00</updated><title type='text'>Melhores e Piores Vozes de todos os tempos</title><content type='html'>O mundo contemporâneo e, ainda mais, o do entretenimento, adora listas. Existem melhores e piores para tudo, com colocações discriminadas detalhadamente. Obviamente, que a maioria dessas listas utilizam critérios arbitrários, além de serem somente veículos de publicidade eficientes dentro de uma sociedade competitiva. Mas não posso negar, é muito divertido discutir essas listas. A última saiu na revista britânica de música Q Magazine, relacionando as melhores e piores vozes de todos os tempos. Vamos aos 10 primeiros de cada um:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dez melhores vozes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; 1. Elvis Presley: colocou sexo no rock;&lt;br /&gt;2. Aretha Franklin: destreza e poder;&lt;br /&gt;3. Frank Sinatra: fluência e fraseado;&lt;br /&gt; 4. Otis Redding: intoxicante;&lt;br /&gt;5. John Lennon: expressivo;&lt;br /&gt;6. Marvin Gaye: voz de anjo preso em corpo de homem;&lt;br /&gt;7. Kurt Cobain: angústia adolescente;&lt;br /&gt;8. Robert Plant: dono de um falsete comovente; .&lt;br /&gt;9. Mick Jagger: timbre perfeito para uma estrela do rock;&lt;br /&gt;10. Jeff Buckley: roqueiro dos roqueiros, com estensão vocal igual à de Pavarotti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As dez piores:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ozzy Osbourne&lt;br /&gt;Mariah Carey&lt;br /&gt;Fred Durst (Limp Bizkit)&lt;br /&gt;Yoko Ono&lt;br /&gt;Einar (Sugarcubes)&lt;br /&gt;Heather Small (M People)&lt;br /&gt;Bobby Gillespie (Primal Scream)&lt;br /&gt;Nick Hayward (Haircut 100)&lt;br /&gt;Céline Dion&lt;br /&gt;"qualquer cantor de death metal"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&lt;a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/03/070305_musica_qmagazine_mv.shtml"&gt;http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/03/070305_musica_qmagazine_mv.shtml&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-6284255534832062119?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/6284255534832062119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=6284255534832062119' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/6284255534832062119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/6284255534832062119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2007/11/melhores-e-piores-vozes-de-todos-os.html' title='Melhores e Piores Vozes de todos os tempos'/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-6638366373134559170</id><published>2007-10-13T07:14:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T10:48:43.178-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#993399;"&gt;HÁ ALGO DE PODRE NO REINO DAS MÍDIAS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nove e pouco da noite de uma sexta-feira, dia doze de outubro de dois mil e sete. Provavelmente, milhões de famílias brasileiras estavam reunidas em frente à televisão nesse final de feriado, assistindo a novela das oito da Rede Globo, o programa mais popular do país há algumas décadas. Na trama, ambientada no Rio de Janeiro, um casal de amantes, um rico empresário e uma pobre suburbana, sai do motel e resolve ir ao circo. Chegando lá, assistem aprazivelmente ao espetáculo. Paralelamente, numa favela vertical que se encontra nas proximidades do circo, desenvolve-se uma cena onde dois homens armados se embriagam e brincam com as suas armas. Começam a disparar a esmo os seus fuzis, e uma bala perdida atinge o empresário, que morre imediatamente, diante da mulher com quem estava.&lt;br /&gt;Sabemos que, diariamente, pessoas sofrem violência. Estupros, seqüestros, assaltos, homicídios fazem do cotidiano não só do carioca, mas em grande parte do mundo atual. As produções voltadas ao entretenimento audiovisual, como não poderia deixar de ser, aproveitam-se dessa grande matéria-prima, transformando violência em espetáculo. Até aí, compreende-se, apesar desse não ser o tipo de divertimento ideal se queremos um mundo de paz e tranqüilidade para os nossos próximos. Não obstante, desde o lançamento pirata do filme Tropa de Elite (vide crítica feita na postagem anterior), estamos num momento onde a mídia centrou a atenção na questão da Segurança Pública, e a discussão centrou-se na legitimidade da repressão ante a situação de caos violento propagada pelos veículos de comunicação. Então, voltando a atenção para a novela, levanta-se a questão: Por que essa cena? Será algo aleatório, um lance criativo do diretor da novela? Porque colocar, numa trama de ficção, alguém morrendo de forma tão absurda? E mais, com essa ambientação tão próxima a nós? Quais são as intencionalidades implícitas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Milhões de pessoas passam todos os dias naquele local, freqüentam aquele circo, sabendo (embora muitos fingindo não saber) da existência daquelas favelas; ou moram próximo a comunidades como aquela. É fato que podemos esperar de tudo do ser humano, mas não chegamos ainda a ponto de pensar que os bandidos possam nos acossar daquela forma. Até poderiam, se considerarmos a situação de miséria que aquelas pessoas vivem em espaços muito próximos a quem vive no luxo e conforto. Porém, a realidade é mais complexa, o bandido sabe que se molestar de forma muito explícita o indivíduo do asfalto, a repressão contra ele aumentará, e seu negócio vai deixar de fluir. Não estou aqui dizendo que bandido tem consciência social, só estou afirmando que bandido não é burro. Eles não querem tomar o Estado, muito pelo contrário, querem este distante para que possam exercer com tranqüilidade o nicho de poder que possuem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa mesma novela possui um núcleo situado numa favela, onde a paz é mantida por um líder carismático e assistencialista, que mantém a ordem no lugar com base numa milícia particular, que mantém o monopólio da violência. Na comunidade, não existe tráfico, nem nenhuma contravenção, porque o tal líder deseja o ¨bem¨, é uma pessoa idônea. Em troca, ninguém tem privacidade, visto que ao tal soberano é dado o direito de intervir na esfera privada dos moradores quando este acha que há algo errado. Agora, vamos parar e pensar: primeiro, uma bala perdida partida de um lugar onde provavelmente existe o tráfico, e depois a existência de um exemplar modelo de autoridade despótica, que mantém a ordem em troca da liberdade de expressão e ação das pessoas. Qual é a racionalidade lógica ? Numa sociedade violenta, dá-se o poder a uma instância, que em nome da preservação da vida, controla a liberdade das pessoas. Porém, a esfera política não é ocupada por algo extra-social. Ela representa uma parcela da sociedade interessada na hegemonia desse poder.Há algo de podre no reino das mídias!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, uma tentativa de resposta às intenções dessa novela, e paralela, a da própria apropriação do discurso do filme mencionado. Pelo menos aqui no Rio de Janeiro, vivemos num momento onde esferas particulares de poder, como as milícias, estão atuando nas comunidades pobres, expulsando o tráfico e vendendo a segurança, isso sem o consentimento prévio das pessoas. Vemos então a necessidade de atuação do aparelho de Estado diminuída, visto que ela só é necessária onde existe a presença ilícita do tráfico e dos crimes a ele associados. Nas zonas mais centrais do núcleo urbano, onde a presença do Estado torna-se necessária, legitima-se a atuação das tropas de elite, uma forma de combater o crime sem acabar com a desigualdade social. A mídia, propagando o medo da violência causado pela criminalidade, e a legitimação da atuação das ¨tropas de elite¨e dos poderes paralelos, tentam incitar o pensamento conservador no Brasil – que além de ter uma tradição forte, também tem um grande potencial de intensificação dado o baixo grau de instrução de nossa população - e de um capital que quer se expandir sem se preocupar com o problema social vinculado a essa expansão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Portanto, não podemos esquecer que a maioria dos fascismos se apoiou em fortes aparatos de propaganda, e elas atuavam exatamente na manipulação da psicologia das massas, forjando inimigos e heróis na explicação dos principais problemas da sociedade. Vivemos num Estado de Direito, representativo e democrático, e por mais defeituoso que ele seja, não podemos perder a liberdade que conquistamos em nome de um medo vinculado tendenciosamente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-6638366373134559170?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/6638366373134559170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=6638366373134559170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/6638366373134559170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/6638366373134559170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2007/10/h-algo-de-podre-no-reino-das-mdias-nove.html' title=''/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-9093431590439549505</id><published>2007-10-11T06:46:00.000-07:00</published><updated>2007-10-13T07:31:45.368-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;O ESPETÁCULO DA VIOLÊNCIA&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Ontem fui assistir ao tão badalado ¨Tropa de Elite¨. Muita expectativa, dada a repercussão na opinião pública causada antes mesmo do seu lançamento. Ouvi muita coisa das pessoas que assistiram a cópia pirata ou ¨ouviram dizer¨. Estão entre elas: ¨O filme é fascista e legitima a repressão¨; ¨É um filme que critica a classe média, mas que foi feito para ela¨; ¨O filme detona a imagem da polícia¨....Ou seja, o filme foi ensejo para discutir-se o aparelho do Estado em seu aspecto repressivo (ou seja, a polícia); a relação desse mesmo Estado com a sociedade, mais especificamente com a classe média; a hipocrisia dessa classe média que critica a atuação das instituições legais mas que no fundo também as infringe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo me dizia para não assistir a cópia pirata. Não, não sou o bom moço contra a pirataria ou baluarte da luta pelo cinema brasileiro. Apenas não assisti porque não me deu vontade, queria ver o filme finalizado, ir ao cinema. E assim fiz. Aproveitei a quarta-feira livre e de preços promocionais para sair de casa e fazer o que planejara. Escolhi o cinema Palácio, no centro da cidade. A ¨meia¨ lá é três e cinqüenta às quartas, acho que nenhuma outra sala tem esse preço. Fui no horário das seis e vinte. Quando vi a sala cheia e muita gente falando, pensei ¨Que merda, deveria ter ido numa sessão mais cedo¨. No final do filme, descobri que minha opinião sobre a obra seria outra se aquelas pessoas não estivessem lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Palácio é um cinema que, por sua localização e preços, é freqüentado por pessoas de (quase) todas as classes sociais e ocupações. Ou seja, ontem não estava no cinema somente a classe média. O filme se passa em 1997, no momento da visita do Papa João Paulo II ao Rio de Janeiro. Conta a estória, naquele contexto, da tropa de elite da PM, o tão conhecido BOPE. A narrativa é levada em off pelo próprio protagonista do filme , o capitão Nascimento. A trama gira em torno da saturação desse personagem em seu estressante ofício e a sua busca por um substituto, visto que, às vésperas da paternidade, ele não se vê mais capacitado para ocupar aquela função. Como candidatos à vaga, os honestos aspirantes Netto e Matias, sendo o primeiro um rapaz branco e impulsivo, aficcionado pela guerra; e o segundo, um jovem negro, metódico e inteligente, que ao mesmo tempo em que exerce sua profissão de PM, cursa uma faculdade de Direito numa instituição particular.&lt;br /&gt;É nessa instituição que gira um dos sub-núcleos, onde habita uma pretensa classe média que, apesar de ¨instruída¨, alimenta o tráfico através do consumo de drogas. É mostrado como a droga penetra na universidade, como os próprios estudantes traficam e tem ligações estreitas com o morro. Correndo paralelo a esse espaço, a atuação da Polícia Militar convencional, corrupta e estereotipada como um dos elementos da engrenagem da violência e do caos social, pessoas sem coragem nem vontade para combater a violência e fazer cumprir a lei, exatamente porque lucram com a violência e com o poder de cumprir (e também não cumprir) a lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse meio de corrupção e degenerescência moral, eis que surge o Bope. A Tropa de Elite é caracterizada - e para isso o diretor recorre a narrativa para justificar que é a própria tropa falando de seu ofício e de como vê a sociedade – como último pilar de salvação da moral, um setor não-convencional da polícia, onde a corrupção não entra e reprime-se pra valer aquele que descumpre a lei. Lá, o resto da polícia militar é vista com ares de desprezo, a seleção para a entrada na ¨elite¨ é feita por um treinamento que visa a pressão psicológica constante, com o principal objetivo de impedir a entrada de corruptos. O soldado do BOPE é treinado para ser frio, pois apesar de saber que a pobreza produz os criminosos, mata mesmo assim porque não é ela a culpada pela pobreza.&lt;br /&gt;O filme, portanto, abre margens para as múltiplas discussões que realmente abriu. Não obstante, creio que a verdadeira questão do filme não é nossa classe média viciada e paranóica; muito menos a PM corrupta. O maior impacto que o filme criou em mim foi exatamente como as pessoas receberam o filme: a tortura sendo aplaudida, a corrupção na PM como motivo de risos, a exaltação do caos e, o que é pior, da violência como a principal arma para combater a violência. Não venham me dizer que ali, naquele cinema, estava somente a classe média. Não! Ali estavam pessoas a mercê cotidianamente da estética da violência, fascinante e assustadora. Em termos de linguagem de cinema, o filme nada tem de inovador, na verdade importa uma linguagem presente nos principais filmes de ação do mundo (como exemplo, basta pegar qualquer filme do diretor Tony Scott e comparar – a propósito, ¨recomendo¨ Chamas da Vingança). Mas a realidade é a nossa, e aí entra a incapacidade das pessoas de discernir realidade de ficção, o real do que nos é contado sobre ele. O filme não atrai as pessoas porque elas estão preocupadas em refletir a realidade, elas querem entretenimento, e a linguagem do filme de ação produz um excelente. É só contar quantos planos-sequência sem cortes drásticos existe no filme. Nenhum. É movimento a todo instante, música alta e tiros para prender a atenção do espectador pela catarse do espetáculo. Como pano de fundo, uma estória sendo contada, de heróis sem deformações morais que tentam extirpar o que há de podre na sociedade – a corrupção e o crime. A tortura não é aplaudida pela tortura, nem a humilhação é exaltada pelo simples ato de diminuir alguém. Esses atos são aprovados porque partem de pessoas que estão pretensamente defendendo nosso bem-estar, de indivíduos superiores que garantem a ¨fé no ser humano¨. A eles, até o não cumprimento na lei é permitido pelas boas intenções (como no caso da oficina mecânica e na operação para prender o traficante Baiano). Numa sociedade como a nossa, de exaltação do indivíduo, super-heróis viram exemplos irreprimíveis a serem seguidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a classe-média e a PM não estão no filme à toa. São exatamente os contrapontos necessários dos mocinhos. Torna-se sim um filme de conteúdo fascista, ao passar a imagem de que as boas intenções dão margem para burlar as leis e os direitos humanos em nome da repressão, mesmo que inocentes paguem por isso. Disseram-me que o diretor justifica o filme por ser o ponto de vista do BOPE ali contado. Até acredito que seja, mas será que uma pessoa tão esclarecida como José Padilha não refletiu como essa visão pode ser compartilhada pela maioria de nossa sociedade e não ser discernida pelo espectador? Uma sociedade que cultua o espetáculo, que sofre mas também se diverte com a violência; que assiste todo o dia nos telejornais a violência e corrupção correndo impunemente, com bons e maus claramente identificados pela mídia tendenciosa. ¨Tropa de Elite¨ não problematiza e mostra a complexidade, somente explicita e simplifica, entrega à sociedade um argumento pronto para a legitimação da repressão. É um filme que quer público, e não pessoas discutindo o absurdo de existir uma sociedade que produz ¨coisas¨ como o tráfico e o BOPE!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filme: ¨Tropa de Elite¨, 2007, Dir: José Padilha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-9093431590439549505?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/9093431590439549505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=9093431590439549505' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/9093431590439549505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/9093431590439549505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2007/10/o-espetculo-da-violncia-ontem-fui.html' title=''/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-6002343567680450147</id><published>2007-10-07T14:07:00.000-07:00</published><updated>2007-10-07T14:09:25.367-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;POESIA À ALGUÉM&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;As palavras são medidas do pensamento,&lt;br /&gt;endereço do sentimento, e quando em ti penso&lt;br /&gt;Percebo uma nômade que não se enraiza&lt;br /&gt;Que, sem fadiga, fica onde quer estar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se te desse um nome, te daria um lugar,&lt;br /&gt;Estaria mentindo, pois não sei te encontrar&lt;br /&gt;Sei onde moras, teu nome e telefone,&lt;br /&gt;Mas o que falo é de amor, amizade e sonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, amiga, irmã, namorada,&lt;br /&gt;Vadia, querida, sincera, perdida,&lt;br /&gt;Bruxa, fada, santa, vampira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa instância metafísica, fique a vagar&lt;br /&gt;Sem destino pra onde ir, sem vontade de fixar&lt;br /&gt;Pouco importa, só não suma sem avisar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-6002343567680450147?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/6002343567680450147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=6002343567680450147' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/6002343567680450147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/6002343567680450147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2007/10/poesia-algum-as-palavras-so-medidas-do.html' title=''/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-2977348224373285430</id><published>2007-10-01T17:58:00.000-07:00</published><updated>2007-10-01T18:00:51.163-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Uma Passagem Bonita!!Dá até para sentir.....&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;¨A gente já espera ficar triste no outono. Uma parte da gente morre a cada ano, quando as folhas caem das árvores e seus galhos ficam nus, batidos pelo vento e a luz torna-se fria, invernal. Mas sabíamos que haveria sempre outra primavera, assim como sabíamos que o rio fluiria de novo depois de ter estado congelado. Quando as chuvas frias continuavam durante longo tempo e acabavam matando a primavera, era como se um jovem tivesse morrido à toa.Naqueles dias, porém, a primavera sempre triunfava, mas dava-nos um frio na espinha pensar que faltara pouco para que ela tivesse falhado.¨ (Ernest Hemingway - ¨Paris é uma festa¨ - pp 51-52)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-2977348224373285430?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/2977348224373285430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=2977348224373285430' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/2977348224373285430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/2977348224373285430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2007/10/uma-passagem-bonitad-at-para-sentir.html' title=''/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-1113095381533578681.post-2278942955343811191</id><published>2007-09-30T15:54:00.000-07:00</published><updated>2007-10-11T12:52:10.502-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Este blog se inicia como um auto-incentivo a crítica, a reflexão e a criação, dentro de uma concepção de arte que busca não a glorificação de uma individualidade, mas sim a intervenção na realidade, uma luta por uma nova concepção de mundo, que dê prioridade aos sentidos e ao sentimento, a verdadeira apreciação das coisas, e não ao consumo desvairado e inócuo.&lt;br /&gt;A publicação de textos aqui será constante e diária, num exercício de disciplina que leve a liberdade através do saber.&lt;br /&gt;Se alguém quiser comentar ou mesmo postar algo e contribuir no enriquecimento do saber com novos pontos de vista, e só mandar uma mensagem e comunicar a sua intenção. Aqui não haverá julgamento de qualidade. Toda a criação e reflexão é válida e construtiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lyra Júnior&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#ff0000;"&gt;Grandes Artistas num grande cinema!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vincent Van Gogh e Kurt Cobain. Certamente, dois homens que influenciaram muito às respectivas épocas em que viveram e que ficaram para a posteridade como exemplos de gênios. Outros personagens também entraram para a História com percursos semelhantes, a escolha dos dois supracitados não é aleatória. Quero tratar aqui de duas representações cinematográficas, uma da década de 50, Sede de Viver, e outra recente, de 2005, Last Days.&lt;br /&gt;Ambas tratam de enfatizar desconfortos insuportáveis com o mundo. Não obstante, em Sede de Viver, Van Gogh é tomado por uma imensa vontade de viver, de tomar o mundo para si, de captura-lo, de encontrar a convergência perfeita entre o sentimento e a expressão. Este filme é uma verdadeira homenagem a arte, enquanto ação na realidade. Assim conta-se à estória desse holandês, filho de um pastor protestante, que via na pintura e na busca incessante das cores que a natureza lhe dispunha a sua própria forma de chegar a Deus, e entre a tinta e a tela, toda a violência de uma personalidade exacerbada pelo conflito entre uma forma tradicional de perceber o mundo – familiar e religiosa – e a forma instintiva e artística de percebe-lo: sua genialidade.&lt;br /&gt;Em Last Days, temos o contraponto da personalidade ultra-sensível. Aqui, Gus Van Sant, um diretor puramente autoral, um sério postulante ao lugar de grande artista, narra a estória de um astro do rock recolhido em seu universo particular, avesso a uma vida que não deseja. A linguagem cinematográfica de Van Saint ,que rompe com os paradigmas do cinema hollywoodiano com sua complicada construção labiríntica de planos-sequências, cai como uma luva para trazer as telas a grande solidão de Blake, nome do personagem inspirado em Kurt. Se Van Gogh é retrato como um homem cheio de vida que quer obsessivamente interagir com o que vê e sente à sua volta (e nessa atitude está a sua arte), temos no Blake/Kurt de Van Sant uma mente fora de um corpo, alguém cuja interação artística com o mundo levou-o ao isolamento dele. Arte em sua pura essência, mas de sentidos opostos, que acabaram levando ao mesmo fim, a fuga da vida. Só a morte deu a eles a tranqüilidade merecida.&lt;br /&gt;Por trás dessas obras, dois grandes diretores de cinema – Vincent Minelli e Gus Van Sant – que sem seus instintos e sensibilidades artísticas, expressas em linguagens cinematográficas completamente distintas, não conseguiriam passar aos espectadores a percepção aproximada dos artistas aos quais tocaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filmes: Last Days, 2005, Dir:Gus Van Sant.&lt;br /&gt;Sede de Viver, 1956, Dir:Vincent Minelli.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/1113095381533578681-2278942955343811191?l=aarteeoreal.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/feeds/2278942955343811191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=1113095381533578681&amp;postID=2278942955343811191' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/2278942955343811191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/1113095381533578681/posts/default/2278942955343811191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://aarteeoreal.blogspot.com/2007/09/este-blog-se-inicia-como-um-auto.html' title=''/><author><name>The Writer</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03414138679312779978</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
